Venezuela anuncia prisão de colaborador de Guaidó por conspiração e terrorismo

·2 minuto de leitura
Guaidó é reconhecido como presidente da Venezuela por cerca de cinquenta países
Guaidó é reconhecido como presidente da Venezuela por cerca de cinquenta países

Um juiz emitiu prisão preventiva contra o jornalista Roland Carreño, coordenador operacional do partido político do líder oposicionista Juan Guaidó, acusado de “financiar o terrorismo”, “conspiração” e “tráfico ilícito de armas de guerra”, informou a Justiça nesta quinta-feira (29).

Uma nota do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) acusa Carreño, preso na segunda-feira passada, de ter atuado como "operador financeiro para realizar planos conspiratórios e terroristas" contra o governo de Nicolás Maduro. 

Carreño, um conhecido ex-apresentador de televisão, foi levado a um tribunal com jurisdição sobre casos de terrorismo na noite de quarta-feira. A audiência durou até o amanhecer. 

“Ele é encarregado de fazer pagamentos logísticos para grupos terroristas que estão tentando desestabilizar a ordem interna e suspender as eleições parlamentares” de 6 de dezembro, indicou o Supremo Tribunal Federal. 

As votações para uma nova Assembleia Nacional serão boicotadas por Guaidó e pelos principais partidos da oposição, que as denunciam como "uma farsa". 

Os Estados Unidos anunciaram que vão ignorá-las e a União Europeia pediu seu adiamento, cenário descartado por Maduro. 

Segundo o Supremo Tribunal Federal, Carreño teria usado "a fachada de organizações não governamentais" para a "logística" de uma frustrada incursão armada à Venezuela em maio, e da saída do país do líder oposicionista Leopoldo López, que estava na residência do embaixador espanhol em Caracas, no último fim de semana. 

A advogada Ana Leonor Acosta, defensora de Carreño, qualificou a versão do Ministério Público como "implausível". 

Carreño foi detido na segunda-feira junto com outros dois ativistas do Partido da Vontade Popular, Yeferson Sarcos e Elías Rodríguez, que foram libertados poucas horas depois. 

Em uma declaração telvisionada, o procurador-geral Tarek William Saab disse que o ativista movimentou fundos enviados a organizações opositoras por uma fundação do CITGO, filial da estatal de petróleo PDVSA nos Estados Unidos. Washington entregou o controle dessa empresa a Guaidó, a quem reconhece como presidente encarregado da Venezuela junto com cinquanta outros países.

Pela lei venezuelana, o crime de "financiamento do terrorismo" inclui penas de prisão de 15 a 25 anos.

erc/gm/cc/aa