Venda de imóveis de luxo dispara durante a pandemia em São Paulo

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
luxurious backyard with pool in modern australian mansion
Venda de imóveis de mais de R$ 1,5 milhão teve alta de 31,33%, segundo o Secovi-SP
  • Mercado imobiliário teve crescimento, mesmo durante a pandemia

  • Aumento foi mais significativo entre imóveis de alto padrão e de luxo em São Paulo

  • Motivo são juros baixos, dólar em alta e restrições da pandemia

O mercado imobiliário é um dos únicos setores que conseguem ter sucesso durante a pandemia da covid-19. A corrida se intensifica mais ainda nas vendas de imóveis de alto padrão e de luxo em São Paulo. Entre setembro de 2020 e fevereiro desde ano, as vendas de imóveis com preços entre R$ 900 mil e R$ 1,5 milhão e acima de R$ 1,5 milhão tiveram altas de 32,1% e de 31,3%, respectivamente, segundo o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra Venda, Imóveis de São Paulo). As informações são do Estadão.

Leia também:

No mesmo período analisado, o aumento total de vendas de imóveis - de todos os preços - foi de 14,2%, menos da metade do crescimento do mercado de alto padrão e de luxo. 

O aumento nas vendas de apartamentos e casas mais caros se deu com a baixa de juros e a disparada do dólar, já que os imóveis estão mais baratos na moeda americana, segundo especialistas.

Sem viagens internacionais e, geralmente, trabalhando de casa, os mais abastados procuram lugares maiores e mais confortáveis para morar na capital paulista. Também há os que enxergam nesse momento uma boa oportunidade de investimento.

É um público que, com a pandemia, não pode mais gastar com viagens internacionais, por exemplo, e as aplicações financeiras se tornaram menos rentáveis por conta dos juros baixos. O alvo, então, foi o mercado imobiliário. Segundo o presidente do Secovi-SP, Basilio Jafet, “quem tem poupança em dólar, que comprou a moeda a R$ 3, vende o dólar hoje por mais de R$ 5 e compra um imóvel antes que o preço suba mais”. 

Nas imobiliárias e construtoras

Marco Túlio Vilela Lima, CEO da Esquema Imóveis - imobiliária especializada em alto padrão na região nobre de São Paulo - afirma que os compradores são “muito dolarizados” e aproveitam o câmbio para as compras. “Eles compram um imóvel como se estivessem comprando uma ação”, afirmou. 

Nos primeiros três meses deste ano - período que costuma ser o pior para o setor - a imobiliária fechou R$ 200 milhões em negócios, três vezes mais do que o terceiro trimestre de 2020. “Foi o melhor primeiro trimestre em 50 anos da empresa”, disse.

A partir do terceiro trimestre de 2020, a imobiliária Finder Imóveis teve um aumento de 45% a 50% no volume de negócios. Antes da pandemia, o valor médio das vendas era de R$ 4 milhões e agora dobrou.

Nas construtoras e incorporadoras o impacto também foi sentido. O crescimento das vendas de imóveis de alto padrão da Cyrela foi de 43,6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2020.