Vasco tem dificuldade em se impor diante do Bahia e novamente tropeça contra um adversário direto

Felipe Melo
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Era mais um confronto decisivo na luta contra o rebaixamento, e o Vasco realizou uma preparação especial para o duelo. Em Atibaia, Luxemburgo buscou unir o grupo e trabalhar com foco total, tratando o jogo como uma decisão. No entanto, o Cruz-Maltino voltou a encontrar dificuldades em se impor contra um adversário direto.

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Vasco pressiona, mas pouco finaliza no primeiro tempo

Ao longo da competição, o time tem tropeçado contra equipes da parte de baixo da tabela. Com uma esquema mais reativo, o Gigante da Colina consegue surpreender os rivais que disputam o título ou uma vaga nas competições continentais, como aconteceu diante do Atlético-MG. Quando precisa ditar o ritmo do jogo e construir o resultado, os problemas na criação aparecem.

Durante todo o primeiro tempo contra o Bahia, a equipe não conseguiu criar uma chance clara de gol. No meio-campo Cruz-Maltino, Benítez era o único sopro de criatividade, e tentava construir jogadas de maneira vertical. O Tricolor, por sua vez, usou a estratégia de explorar os espaços no contra-ataque, sobretudo no entrosamento de seu ataque com dois ex-vascaínos: Rossi e Gilberto

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Defensivamente, a equipe carioca fez um jogo consistente, com mais segurança e grande atuação de Marcelo Alves, que vem se firmando. Apesar disso, faltou a parte ofensiva mais intensidade e criatividade para furar o bloqueio da linha de quatro da defesa Tricolor. O técnico Luxemburgo disse que, diante das circunstâncias, o resultado foi justo.

- É duro, né. Vocês só veem as coisas que não deram certo. Eu acho que deu certo. Saímos de campo com resultado, com menos um jogador e se você pegar a oportunidade que o Bahia teve de construir, teve contragolpe, um ou outro, mas nós estivemos bem postados. Sabíamos que o Bahia iria jogar fechado para sair com o empate e nós tentamos. O que não podíamos era ficar expostos, ir para dentro de qualquer maneira e tomar contragolpe e nós sofrermos uma derrota aqui o que seria muito ruim - analisou Luxemburgo.


Expulsão correta, mas falta de critério da arbitragem é apontada

Na volta do intervalo, o Vasco voltou melhor e conseguiu propor mais o jogo com a entrada de Gabriel Pec. A partir disso, Cano e Benítez tiveram chance de chutar da entrada da área e levar perigo à meta de Douglas. No chute do meia, o arqueiro tricolor teve dificuldade na defesa e no rebote chegou firme e tirou a bola de Léo Matos.

Paralelo a isso, o jogo ficou marcado pela intervenção do VAR, que anulou o gol de Ygor Catatau. No lance, Leandro Castan foi expulso corretamente após acertar de maneira involuntária o rosto do goleiro Douglas. No entanto, ao longo da partida, algumas chegadas mais duras não foram punidas pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio e trouxeram a falta de critério na condução do jogo. Luxemburgo apontou a forte chegada de Gregore no meia Benítez.

- Eu acho que o juiz acertou a expulsão do Castan. Foi uma imprudência. Não teve a intenção. Mas a imprudência se mostrou. Mas antes do lance do Castan, o arbitro fechou os olhos quando o Gregore deixa a bola seguir e acerta a perna do Benitez. Se o Castan merecia ser expulso por imprudência, acho que o Gregore também deveria ser expulso. Acho que são dois pesos e duas medidas - reclamou Luxemburgo.

- Infelizmente que o Wilton foi decisivo na expulsão porque, como você citou, o Volpi no jogo contra o Bahia também deu a mesma situação do Castán e não foi expulso então o que é que a Comissão de arbitragem que implantar dentro do futebol. O que eles querem, afinal? - completou.

Essa questão deve ser debatida, mas outros fatores construíram o resultado. O Vasco não jogou bem novamente quando precisou impor o seu jogo e fazer o resultado sob seus domínios. É necessário corrigir esses erros para os próximos duelos, já que o time ainda enfrenta Goiás e Fortaleza, que estão na zona de rebaixamento.