Vasco reduz gastos, mas segue com salários atrasados. E ainda precisa reforçar o elenco

Felippe Rocha
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O drama financeiro do Vasco não chega a ser novidade. Com dívida elevada e arrecadação comprometida, a arrumação da casa precisa se dar em meio à reconstrução do time para a temporada de luta pelo retorno à Série A do Campeonato Brasileiro. São missões que destacam os departamentos de futebol e financeiro, mas de impacto geral.

No último sábado o elenco cruz-maltino completou quatro meses de salários atrasados (três meses mais o 13º de 2020). Isso pelo acordo interno, pois juridicamente o quarto mês já havia vencido. Mesmo assim, é preciso contratar.

Para tanto, o Vasco precisa se adequar à nova realidade financeira e a própria saída de jogadores nas últimas semanas já indica isso. Só com as saídas já confirmadas de Fernando Miguel, Yago Pikachu, Leonardo Gil e Gustavo Torres, mais a iminente de Martin Benítez, a economia aproximada é de R$ 1,1 milhão por mês.

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Sem contar Marcelo Alves e Ygor Catatau que não tiveram permaneceram após empréstimos. E sem contar também com os cinco jogadores que estão fora dos planos e que, por isso, tiveram a reapresentação novamente adiada. Caso deixem o clube, Lucas Santos, Werley, Henrique, Neto Borges e Marcos Junior podem gerar economia de cerca de R$ 700 mil.

Já houve, recentemente, um corte de 186 funcionários, que gerou, de acordo com a nota divulgada pelo clube, economia de 35%. Readequações, extinção de modalidades tradicionais no Cruz-Maltino, como o basquete... mas o trem ainda não foi colocado nos trilhos. E ainda não há previsão de pagamento dos vencimentos devidos.