Ação de escritório de advocacia atrapalha Vasco na obtenção de empréstimos

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Presidente Alexandre Campello está com dificuldades para deixas as contas do Vasco em dia (<em>GERALDO BUBNIAK/Gazeta Press)</em>
Presidente Alexandre Campello está com dificuldades para deixas as contas do Vasco em dia (GERALDO BUBNIAK/Gazeta Press)

Uma ação de um escritório de advocacia está atrapalhando o Vasco na captação de empréstimos aprovados pelo Conselho Deliberativo. O Barreira de Oliveira Consultoria Jurídica Empresarial está na justiça cobrando cerca de R$ 26 milhões por quebra de contrato e bonificações por êxito em causas.

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Em junho, o Conselho do Vasco aprovou a busca de um empréstimo de R$ 10 milhões. Porém, a diretoria vascaína não conseguiu todo esse valor. No fim do mesmo mês, um novo empréstimo foi aprovado, desta vez de R$ 20 milhões.

Por conta de uma série de penhoras, como a do escritório de advocacia, o clube de São Januário ainda não conseguiu todo o montante e tem dificuldade com o fluxo de caixa para deixar as suas contas em dia.

Primeiro distrato com o escritório em 2013

O primeiro contrato assinado entre o clube e o escritório foi em 2011, quando Roberto Dinamite ainda era o presidente. O objetivo seria cuidar da parte tributária do clube, para regularizar o pagamento dos débitos fiscais. Além do valor pago pela prestação dos serviços, o Barreira de Oliveira Consultoria Jurídica receberia o percentual de 25% de bonificação sobre toda e qualquer decisão judicial com a participação do escritório.

O contrato, que era válido até janeiro de 2015, foi rescindido de forma unilateral pelo Vasco, em março de 2013. No ano seguinte, o escritório entrou na justiça para receber os valores devidos, cerca de R$ 2,5 milhões.

Como o acordo não foi pago, a dívida subiu para cerca de R$ 9 milhões. O escritório voltou a fazer um acordo com o Vasco, que arcou com a dívida e assinou um novo vínculo, agora, com Eurico Miranda como presidente, no dia 25 de agosto de 2015.

O vínculo foi até o início da gestão de Alexandre Campello, em 2018, quando foi decidido um novo rompimento por parte do Vasco. Este novo compromisso, assinado na gestão de Eurico Miranda, aumentou a bonificação por êxito do escritório de 25% para 35%, em 2016.

Dificuldade em obter recursos por conta das penhoras

Vice-presidente jurídico do Vasco, Rogério Perez preferiu não entrar em detalhes sobre a penhora. Apenas confirmou a existência e disse que toda dívida atrapalha na obtenção de qualquer empréstimo.

- Existem demandas judiciais e as partes se enfrentam. Isso é o que acontece. Nessas demandas existem algumas penhoras efetuadas por eles, que vem prejudicando a liberação de alguns valores. Sim, isso acontece. É verdade.

Rogério Perez afirmou que o Vasco não está de acordo com o que o Barreira de Oliveira Consultoria Jurídica Empresarial está pleiteando na justiça.

- Não concordamos, tanto que estamos com uma outra postura no processo. O Vasco prepara recursos judiciais que entende serem cabíveis para impedir essa cobrança.

A reportagem do Yahoo Esportes entrou em contato com escritório Barreira de Oliveira Consultoria Jurídica Empresarial, mas não obteve resposta.

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