Vasco evoluiu e venceu o clássico, mas é preciso manter os pés no chão

Felippe Rocha
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Ditados do futebol às vezes precisam ser lembrados. Um deles diz que, quando se enfrenta um adversário mais fraco, é preciso passar por cima. No caso do Vasco x Botafogo deste domingo, por mais que seja um clássico, o Cruz-Maltino superou um rival que entrou em campo com um time dos menos qualificados de sua história. O time da casa fez sua parte. E isso é bom. Faz pouco tempo que nem isso era visto. Mas a torcida precisa relativizar o 3 a 0.

Vale reforçar: o time visitante deverá ter, na iminente Série B da próxima temporada, uma equipe melhor do que a atual. Por que este repórter cita o rival na análise do Vasco? Porque era obrigação do Vasco se impor. Os comandados de Vanderlei Luxemburgo o fizeram. Desde o início.

Prova disso foi a esterilidade da equipe de Eduardo Barroca no primeiro tempo. O Cruz-Maltino abriu o placar e não permitiu ser muito incomodado. O adversário é frágil? O Gigante da Colina fez sua parte. Da mesma forma no segundo tempo, quando a ameaça aumentou levemente quando o rival teve quatro jogadores descansados na altura do minuto 20. O time soube sofrer e soube ampliar o placar.

As boas notícias são fatos que não devem ser desprezados. Bruno Gomes eficiente, Talles Magno confiante, Henrique decisivo na defesa e no ataque, Yago Pikachu dando fim ao jejum... até Caio Lopes surge como opção a mais. É preciso, todavia, curtir a vitória sem demasiada empolgação. Nem Luxa se empolgou quando questionado por este mesmo LANCE! se era possível já olhar para vaga na Copa Sul-Americana.

- Não posso pensar na Sul-Americana se ainda estamos na confusão. Vamos passo a passo, com calma. Falei que são 12 jogos decisivos, jogamos dois. Faltam dez - lembrou o treinador.

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A evolução é um fato. Mas como diz outro ditado: devagar com o andor que o santo é de barro.