Vasco é eliminado da Copa do Brasil em jogo com polêmicas de arbitragem

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RIO - Apesar do Vasco ter entrado em São Januário acreditando na classificação para as quartas de final da Copa do Brasil, o desfecho mais provável era a eliminação, devido a vantagem de 2 a 0 que o São Paulo conquistou no jogo de ida. E o roteiro se confirmou, após nova vitória são paulina, dessa vez por 2 a 1. Isso não quer dizer, porém, que o jogo não teve doses de imprevisibilidade e até de emoção. A começar pela ousada escalação de Lisca, que resultou em muitas dificuldades ao São Paulo. Depois, a arbitragem acumulou lances polêmicos, para reclamação dos vascaínos.

O cruzmaltino entrou em campo com Ernando, Miranda e Castan formando uma linha de três zagueiros. À frente, Juninho e Zeca, que seriam os alas, construíam jogo por dentro, e quem dava mais amplitude para os lados eram os pontas Léo Jabá e Morato. Em entrevisa ao final do jogo, Lisca explicou que adotou o esquema 3-3-3-1, que ele costumava usar no seu trabalho em categorias de base. O esquema inusitado não será, necessariamente, o padrão do time, e foi utilizado nessa noite pensando também nas características do São Paulo, disse o treinador.

E a fórmula funcionou na primeira meia hora de jogo. O São Paulo até conseguiu criar uma chance perigosa, com Bruno Alves acertando a trave de Vanderlei, mas, de resto, o Vasco que dominou as ações. Zeca jogava de volante, e Juninho se lançava à frente, para fazer dobradinha com Léo Jabá. Cano inclusive se movimentou mais que o habitual, o que atrapalhou a defesa são paulina.

Durante a superioridade do Vasco, começaram os lances discutíveis da arbitragem. Primeiro, quando Léo Jabá pressionou Miranda dentro da àrea do São Paulo, o zagueiro, ao proteger a bola, acertou o rosto do vascaíno. Protesto vascaíno, mas o árbitro Anderson Daronco sequer consultou o VAR. Em seguida, Vasco abriu o placar, em boa tabela de Juninho e Cano, que finalizou sem chances para Thiago Volpi. Dessa vez, porém, Daronco foi ao VAR e decidiu pela anulação da jogada, por toque de mão de Juninho. Na nova recomendação, lances assim só devem ser anulados se o toque tiver sido intencional, e essa foi a interpretação do juíz.

Aos 33 minutos, outro momento decisivo. Em dividida com Reinaldo, Léo Jabá subiu muito o pé e foi corretamente expulso, após o VAR ter acionado a arbitragem em campo. Mesmo com a boa atuação do Vasco, sabia-se que as chances de classificação eram muito reduzidas a esse momento, e elas foram praticamente extintas quando, Rigoni abriu o placar, de cabeça, em joada que contou com nova falha de Ernando.

Com 1 a menos, Lisca fez alterações no intervalo e voltou com a linha de quatro na defesa. Logo no início do segundo tempo, o ex-vascaíno Benitez fez 2 a 0, num chute que desviou em Castán. Depois disso, o São Paulo reduziu o ritmo e ainda viu o Vasco diminuir, em gol contra de Liziero, após finalização de Zeca, que recebeu bom passe de Sarrafiore.

No final, o Vasco ainda teve mais duas expulsões: de Castán, e de Lisca. Após a partida, Zeca cobrou explicações da arbitragem, e sugeriu que Daronco desse entrevista para explicar como foram tomadas as decisões do VAR.

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