Vandoorne vê Fórmula E como “o futuro” e critica F1: “É um mundo falso”

Redação GP


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Stoffel Vandoorne começou bem sua segunda temporada no grid da Fórmula E. Como piloto da Mercedes, o belga garantiu a terceira colocação do eP de Ad Diriyah da última sexta-feira (22). O troféu conquistado na Arábia Saudita reflete também a felicidade de Stoffel em fazer parte da categoria dos carros elétricos, em contraste com o que acontecia até 2018, quando correu na F1. Vandoorne, que foi alçado ao Mundial como piloto da McLaren, viveu uma temporada bastante complicada quando teve de dividir os boxes com Fernando Alonso. O placar das classificações foi cruel com Vandoorne, que perdeu de 21 a 0 para o bicampeão do mundo.

Em entrevista à revista belga ‘Sport Voetbalmagazine’, Vandoorne traçou um paralelo entre a Fórmula E e a F1, ambientes que conhece bem por conta das suas últimas experiências na carreira.

“A Fórmula 1 segue sendo o maior campeonato, com a Fórmula E logo atrás. É um dos campeonatos mais competitivos que eu já corri. Muitos pilotos têm experiência na F1, outros têm um currículo com o qual poderiam facilmente entrar na F1. A Fórmula E é o futuro, por isso cada vez entram mais montadoras”, disse.

Stoffel Vandoorne está feliz da vida na Fórmula E (Foto: FIA Fórmula E/Divulgação)


Mas o belga é bastante crítico a respeito da principal categoria do automobilismo mundial. “É um mundo um pouco falso, em que todos se dão bem, mas cada um defende os seus interesses. Na Fórmula E ou no WEC a competição é mais pura. Vão para correr, não há política”, comparou.

Sobre 2018 e o tempo em que dividiu os boxes da McLaren com Alonso, Vandoorne reiterou a boa relação com o espanhol, mas reclamou da postura da equipe de Woking em determinados momentos. “Nunca tive problemas com ele, mas ele sempre conseguia o que queria. Sempre teve duas ou três pessoas na equipe que garantiram que tudo saísse como Fernando queria que fosse”.

“A equipe lhe deu todo o apoio e poder. Nunca terminei à frente de Alonso, mas de todos os companheiros que ele teve, é o que ficou mais perto, às vezes justamente atrás dele. A McLaren nunca me disse para não terminar à frente dele, mas me pediram em corrida para deixar passar. Quase sempre faziam isso”, contou o piloto da Mercedes no primeiro ano da equipe na Fórmula E.


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