Com surto de variante, Vancouver Canucks tem 25 casos de Covid-19

Matheus Ribeiro
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VANCOUVER, BC - MARCH 31: A rink attendant pushes a game net off the ice after the NHL game between the Calgary Flames and the Vancouver Canucks was postponed due to a positive COVID test result of a player at Rogers Arena on March 31, 2021 in Vancouver, British Columbia, Canada.  (Photo by Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)
Rogers Center, casa dos Canucks (Jeff Vinnick/NHLI via Getty Images)

O Vancouver Canucks, da NHL - principal liga de hóquei no gelo do mundo -, vive uma situação complicada por causa de um surto do novo coronavírus, que pode ter sido provocado pela variante brasileira, chamada de P.1.

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De acordo com uma nota assinada pelo médico do time, Jim Bovard, e pelo infectologista Josh Douglas, 25 pessoas - 21 jogadores e quatro membros do staff - dos Canucks testaram positivo nos últimos dias e a fonte teria sido uma variante.

Uma investigação da autoridade regional de saúde de Vancouver e do staff dos Canucks atribui o surto a um individual que teria contraído a variante em uma área pública e que a rapidez na contaminação indica relações diretas entre os contatos e o primeiro caso.

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Apesar de confirmar que os casos foram causados por uma variante, os Canucks afirmaram que ainda não sabem qual variante está causando o surto. Nos próximos dias, o Centro de Controle de Doenças Infecciosas da Colúmbia Britânica fará o sequeciamento genético para que a franquia possa confirmar com o que está lidando.

A própria franquia e a NHL vinham trabalhando com a hipótese de que o surto seja causado pela variante brasileira. As motivações são o avanço da P.1 na cidade canadense, o poder dos sintomas até de atletas que já tinham contraído o vírus e a alta taxa de transmissibilidade dentro da equipe, muito maior do que normal em outros casos na liga.

Por causa das novas infecções, os Canucks estão afastados da liga desde o dia 31 de março. Inicialmente, a liga adiou quatro partidas da equipe e determinou que o centro de treinamentos da equipe deveria ficar fechado até o dia 6 de abril.

Até o fechamento desta matéria, segundo informações do jornalista Darren Dreger, a NHL previa que o clube poderia retornar a jogar no fim da próxima semana. 

No último final de semana, quando surgiram os primeiros relatos de que a variante brasileira poderia ser a causa do surto, o empresário de um dos jogadores dos Canucks afirmou que atletas estavam sofrendo com "muito cansaço, e desidratação", com sintomas "muito intensos".

Um dos jogadores disse à ESPN americana que não tinha ouvido falar de nenhum companheiro que precisou ir para o hospital, mas que alguns deles receberam tratamento contra desidratação em suas casas.

A esposa do primeiro jogador a testar positivo, Adam Gaudette, fez atualizações sobre o estado do casal, afirmando que Adam não estava em boas condições e ela sofreu com dores de cabeça fortes. No entanto, Michelle e Adam foram vítimas de muitas críticas nas redes sociais. 

Avanço da variantes em Vancouver

Na última terça (6), a oficial de Saúde da Colúmbia Britânica, Doutora Bonnie Henry, afirmou que a província tem visto um aumento grande de casos da P.1. Até a coletiva de Henry, eram 877 casos confirmados da P.1, sendo 106 deles ativos.

Segundo dados do Centro de Doenças Infecciosas de Vancouver, na semana de 21 março, 32,9% das pessoas isoladas tinham algum tipo de relação com variantes, como a brasileira e a britânica. Na semana anterior, a porcentagem era de 25,5%.