Van Dijk relata maior drama da vida: "Tive que escrever meu testamento"

Goal.com

Virgil van Dijk chegou ao Liverpool no final de 2017 e rapidamente transformou o sistema defensivo da equipe de Jurgen Klopp. Mas ao contrário do que muitos podem pensar, a vida do melhor zagueiro do mundo nem sempre foi fácil. Aos 20 anos, uma doença deixou o jogador em estado grave de saúde e, sem saber se resistiria às cirurgias que teria que passar, escreveu seu testamento se preparando para o pior. 

Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, o defensor holandês relembrou o episódio que definitivamente mudou sua vida para sempre.

"Ainda me lembro de estar deitado naquela cama, onde a única coisa que eu podia ver eram tubos pendurados em mim. Meu corpo estava quebrado e eu não podia fazer nada", relembrou o jogador. 

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A doença fez com que Van Dijk fosse internado às pressas no hospital para passar por cirurgias de apendicite, peritonite e infecção nos rins. 

“Naquela época, os piores cenários estavam passando pela minha cabeça. Minha vida estava em risco e discutimos possíveis cenários". 

Com a incerteza e o risco diante das operações, o zagueiro teve que assinar um testamento para garantir que sua mãe ficaria amparado caso ele não resistisse ao processo.

“Em algum momento, tive que assinar alguns papéis, uma espécie de testamento'', contou. “Se eu morresse, uma parte do meu dinheiro iria para minha mãe. É claro que ninguém queria falar sobre isso, mas precisávamos. Eu poderia ter falecido”.

Então, após se recuperar perfeitamente, Van Dijk deixou o Groningen, da Holanda, depois de ser rejeitado pelo Ajax, e acabou no Celtic, da Escócia, em 2013, onde Neil Lennon considerou que ele poderia ser o próximo Rio Ferdinand.

No clube escocês, o zagueiro jogou por duas temporadas até se transferir para o Southampton, da Inglaterra, onde se firmou como um dos principais zagueiros da Premier League e chamou a atenção do Liverpool, de Jurgen Klopp.

Nos Reds, Van Dijk já conquistou uma Liga dos Campeões, uma Supercopa da Europa e um Mundial de Clubes. Também ganhou o prêmio da UEFA de melhor jogador da Europa em 2019 e terminou em segundo lugar no prêmio de melhor jogador do mundo dado pela Fifa, atrás apenas de Lionel Messi.

Agora, assim como todos ostorcedores, o zagueiro aguarda o retorno da Premier League para finalmente dar o inédito título inglês ao clube e se tornar um dos grandes ídolos da história do Liverpool

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