Vale pode ser nova patrocinadora de Cruzeiro, América-MG e Atlético-MG

Anderson Gonçalves-Valinor Conteúdo
LANCE!


Uma movimentação pode agitar o futebol mineiro e ainda gerar muita discussão. A mineradora Vale, que nasceu em terras mineiras, pode ser uma nova parceira comercial dos três clubes de Belo Horizonte. América-MG, Cruzeiro e Atlético-MG. A informação foi veiculada inicialmente pelo Superesportes, mas confirmada pelo LANCE!.

A empresa, que atua em várias partes do Brasil e no mundo, pode colocar sua marca como parceira comercial do trio por R$ 7 milhões, sendo R$ 3 milhões para Galo e Raposa, mais R$ 1 milhão para o Coelho.

Até o momento da publicação deste texto, somente o Cruzeiro respondeu aos contatos da reportagem com uma mensagem do presidente Sérgio Santos Rodrigues.

-A equipe de Sérgio Rodrigues tem trabalhado em diversas frentes para trazer novas receitas para o Clube. E como aconteceu nos últimos dias, o Cruzeiro comunicará de forma oficial caso feche algum novo patrocínio ou parceria-disse o presidente, sem confirmar se há uma conversa com a mineradora.

O América-MG, via assessoria também se manifestou. Somente o Atlético-MG não respondeu aos contatos da reportagem.

-Todas as negociações do América são tratadas de forma interna e sigilosa. Não confirmamos ou negamos nada.









Reforço de marca ou tentativas de compensação após Mariana e Brumadinho

A negociação da mineradora Vale com os clubes da capital mineira é algo raro, já que a empresa não se envolveu recentemente com nenhuma atividade ligada ao futebol profissional. Seu foco de ações de relacionamento com a comunidade está direcionado para a cultura e responsabilidades social e ambiental.

Entrar no esporte pode ser um meio de criar empatia com o público mineiro, que viveu entre os anos de 2015 e 2019, as duas maiores tragédias ambientais do país, em Mariana, quando uma barragem da Samarco, empresa controlada pela Vale, rompeu, matando 19 pessoas e deixando outras milhares sem moradia e até sem cidade, pois os rejeitos destruiu o distrito de Bento Rodrigues, afetando até as águas do Rio Doce, que tem seu curso entre Minas Gerais e o Espírito Santo. Até hoje a situação das famílias não foi totalmente resolvida.

Outro desastre que gerou mortes e dor nos mineiros foi em Brumadinho, cidade da Região Metropolitana de BH. Outra barragem de rejeitos, da mina do Córrego do Feijão, se rompeu, matando quase 300 pessoas, que ainda lutam para serem indenizadas e receberem apoio da mineradora.


A pouca distância entre as tragédias geraram uma série de ações para tentar recuperar a imagem da Vale ante do público. Recentemente, a empresa doou respiradores para ajudar os doentes no combate ao coronavírus. E, a entrada no futebol gera a dúvida se será um reforço da marca da empresa ou uma forma de recriar os laços com os mineiros. A Vale ainda não se manifestou sobre o possível negócios com os time de BH.










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