Vaivém de técnicos no BR-20: demitidos, recém-chegados e trabalhos mais longevos

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Duas mudanças no comando técnico de times que buscam o título do Campeonato Brasileiro nesta temporada agitaram o mercado da bola nesta semana. Rogério Ceni saiu do Fortaleza e foi para o Flamengo após a demissão do espanhol Domènec Torrent, enquanto o argentino Eduardo Coudet saiu do Internacional, dando lugar ao velho conhecido Abel Braga.

O Colorado é o líder do Brasileirão, com 36 pontos conquistados em 20 jogos e com um dos melhores jogadores do torneio, o artilheiro Thiago Galhardo. Já o Flamengo briga pela liderança e está na terceira colocação, com 35 pontos (o mesmo do segundo colocado Atlético-MG), mas levou duas goleadas, de São Paulo e do próprio Galo, fazendo com que Dome caísse.

Apenas seis clubes ainda não trocaram de treinador no Brasileirão deste ano, são eles: Atlético-MG, São Paulo, Fluminense, Grêmio, Santos e Ceará. A troca de cadeiras nesta temporada está na média quando comparamos os números de 2019? Quem são esses técnicos mais “longevos” do torneio? Quais seus resultados para se manterem no cargo? Confira abaixo uma palhinha de cada um deles e o que vêm fazendo até agora.

Comparação entre 2019 e 2020
Na última temporada, foram 30 trocas de treinadores no geral no ano todo, em todas as competições. A primeira saída foi a de André Jardine no São Paulo, em fevereiro, e a última foi a de Mano Menezes, no Palmeiras, em dezembro. Só contando o Brasileiro, foram 19 trocas.

O grande campeão do torneio nacional foi o Flamengo, que contratou o português Jorge Jesus após a saída de Abel Braga, em junho, e ficou até o início deste ano, quando acabou indo para o Benfica, de Portugal. Em segundo, o Santos de Jorge Sampaoli e, em terceiro, o Palmeiras, de Felipão (demitido em setembro para a entrada de Mano Menezes).

Já neste ano, com a 21ª rodada para começar, já foram 18 saídas, quase o mesmo que o total do BR-2019 inteiro, ou seja, ao que tudo indica, a média deste ano será ainda maior no quesito trocas de técnicos. Mesmo com campanhas interessantes, Coudet e Dome acabaram saindo, o primeiro demitiu-se e o segundo foi desligado, mostrando, mais uma vez, a instabilidade neste setor no futebol brasileiro.

Abaixo, confira quem foram os treinadores que deram adeus aos clubes no BR-2020 e as rodadas nas quais foram demitidos ou se desligaram:

- Ney Franco (Goiás) e Eduardo Barroca (Coritiba) - 4ª rodada
- Dorival Júnior (Athletico-PR) e Daniel Paulista (Sport) - 5ª rodada
- Felipe Conceição (Red Bull Bragantino) - 6ª rodada
- Roger Machado (Bahia) - 7ª rodada
- Tiago Nunes (Corinthians) - 9ª rodada
- Thiago Larghi (Goiás) e Paulo Autuori (Botafogo) - 12ª rodada
- Ramon Menezes (Vasco) - 14ª rodada
- Vagner Mancini (Atlético-GO, demitiu-se para assinar com o Corinthians) - 15ª rodada
- Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras) - 16ª rodada
- Eduardo Barros (Athletico-PR, interino) - 17ª rodada
- Jorginho (Coritiba) e Bruno Lazaroni (Botafogo) - 18ª rodada
- Domènec Torrent (Flamengo, demitido), Eduardo Coudet (Internacional, demitiu-se para assinar com outro clube) e Rogério Ceni (Fortaleza, demitiu-se para assinar com o Fla) - 20ª rodada

Técnicos mais “longevos” do Brasileirão 2020
Atlético-MG de Jorge Sampaoli
Atualmente na segunda posição com 35 pontos, o Galo é um dos postulantes ao título. O técnico argentino chegou ao clube em março de 2020 e mostrou-se inconstante em alguns momentos, como nas derrotas para Palmeiras, Bahia e Fortaleza. No entanto, seu estilo de jogo é irreverente, perigoso (em todos os sentidos) e, com apenas essa competição em disputa, pode ser o grande campeão. São 23 gols feitos e 12 tomados, com destaque para o atacante Keno.

São Paulo de Fernando Diniz
Apesar de contestado por conta da instabilidade, Diniz está no cargo desde setembro de 2019. Colecionou algumas eliminações no ano, como no Campeonato Paulista, Libertadores e Copa Sul-Americana, mas está bem no Brasileirão: quarta posição, 33 pontos e dois jogos a menos. São 15 gols feitos e 11 tomados, com a dupla Brenner e Luciano uma boa surpresa para o ano.

Fluminense de Odair Hellmann
O técnico saiu do Internacional no ano passado e foi contratado pelos cariocas ainda em dezembro. Venceu a Taça Rio deste ano e, no Brasileiro, vem conquistando bons resultados, ainda que com atuações um tanto quanto contestadas, por isso está na quinta colocação, com 32 pontos.

Grêmio de Renato Gaúcho
Renato Gaúcho é o técnico mais longevo do futebol brasileiro. São mais de quatro anos à frente do clube, tendo conquistado Copa do Brasil, Libertadores, estaduais e Recopa Sul-Americana neste período. No início do Brasileirão, não foi bem e ele até chegou a ser contestado no cargo, mas bancou o elenco e os resultados, que estão positivos mais recentemente. Com isso, o clube é o oitavo colocado, com 30 pontos, há cinco jogos sem perder na competição.

Ceará de Guto Ferreira
O Ceará é o 12º colocado na tabela, com 24 pontos, a mesma pontuação do Fortaleza, o 11º. Em seu comando está Guto Ferreira, anunciado no cargo em março e, desde então, venceu a Copa do Nordeste com o time, está a seis partidas sem perder na competição nacional e tem as quartas de final da Copa do Brasil pela frente.

Santos de Cuca
O caos político do Peixe ficou separado da contratação de Cuca, em agosto. Sim, ele é um dos mais longevos e foi contratado há apenas três meses, no início da competição. O clube é o sétimo colocado com 30 pontos (oito vitórias, sete empates e cinco derrotas, 28 gols feitos e 24 tomados).