Vagas em aberto nos EUA saltam para 11 milhões; menos trabalhadores pedem demissão

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Restaurante com anúncio de empregos busca atrair trabalhadores em Oceanside, Califórnia, EUA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - As vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em outubro, enquanto as contratações diminuíram, sugerindo um agravamento da escassez de trabalhadores no país, o que pode prejudicar o crescimento do emprego e da economia em geral.

A pesquisa mensal de vagas em aberto e rotatividade de empregos do Departamento de Trabalho dos EUA, conhecido como relatório Jolts, também mostrou nesta quarta-feira declínio constante nas demissões, outro sinal de que as condições do mercado de trabalho estão se apertando. Embora o número de pessoas que abandonaram voluntariamente seus empregos tenha caído, ele permaneceu bastante alto.

"Em circunstâncias normais, um número quase recorde de vagas de emprego em aberto seria algo para comemorar", disse Jennifer Lee, economista sênior da BMO Capital Markets, em Toronto. "Mas nenhum empregador está em clima de comemoração. É difícil atender aos pedidos ou às demandas dos clientes se não houver gente suficiente para fazer o trabalho."

As vagas em aberto, uma medida da demanda por trabalho, aumentaram em 431 mil, para 11,0 milhões, no último dia de outubro. Este foi o segundo maior número já registrado. Economistas consultados pela Reuters previam 10,4 milhões de postos em aberto.

As contratações caíram 82 mil, para 6,5 milhões em outubro.

Havia cerca de 1,5 vaga de trabalho em aberto por trabalhador desempregado em outubro nos Estados Unidos.

O relatório Jolts mostrou que as demissões por parte dos empregadores caíram 35 mil, para 1,361 milhão. A taxa de demissões permaneceu inalterada em 0,9% pelo terceiro mês consecutivo.

Já os pedidos de demissão voluntários caíram 205 mil, para total ainda alto de 4 milhões em outubro.