"Não há intenção de compra da vacina chinesa", diz secretário-executivo do Ministério da Saúde

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Foto: Antonio Molina/Fotoarena/Sipa USA via AP Images
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Após Jair Bolsonaro (sem partido) criar polêmica ao contrariar anúncio do Ministério da Saúde sobre a Coronavac, vacina contra Covid-19 que está sendo produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac, o secretário-executivo da pasta afirmou que “não há intenção de compra da vacina chinesa".

Nesta terça-feira (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que vai incorporar a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, no Programa Nacional de Imunizações, inserindo assim a vacina “chinesa” no cronograma nacional.

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“A fala do ministro foi mal interpretada. Não houve autorização para compra da Coronavac”, disse também Elcio Franco, nesta quarta-feira (21), em breve pronunciamento. Vale ressaltar que Pazuello afirmou que a maioria das vacinas seriam produzidas no Brasil e que necessitariam obrigatoriamente de registro na Anvisa.

O secretário-executivo ainda fez questão de deixar claro que o Ministério da Saúde não fez acordo com João Doria (PSDB), um dos principais adversários políticos de Bolsonaro.

“Não houve qualquer compromisso com o governo do Estado de São Paulo ou seu governador no sentido de aquisição de vacinas contra a Covid-19. Tratou-se de um protocolo de intenção entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan (...) Mais uma iniciativa para tentar proporcionar uma vacina eficaz e segura para a nossa população. Neste caso, uma vacina brasileira, caso fiquem disponíveis antes das outras possibilidades".

Franco também destacou algo que Bolsonaro vem defendendo nos últimos dias: a ausência de obrigatoriedade quanto a vacina contra a Covid-19. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, havendo vacina eficaz contra o coronavírus, a imunização não será obrigatória.