Uso de pulseiras antidiscriminação por seleção francesa "não está descartado", diz ministra

A questão sobre se os jogadores da seleção francesa usarão uma pulseira antidiscriminação durante a Copa do Mundo no Catar permanece em aberto, disse a ministra do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra, nesta sexta-feira.

"A questão não está encerrada porque a Fifa não se pronunciou. Achávamos que iriam proibi-la há alguns dias. No momento, não se pronunciou. É iminente", disse a ministra em entrevista às mídias RMC e BFMTV.

Dias antes, o capitão da seleção francesa, Hugo Lloris, havia confirmado à AFP que não usaria nenhuma braçadeira a favor da inclusão, ao contrário dos capitães de outras seleções europeias, como Alemanha e Inglaterra.

Questionada sobre essas declarações, Oudéa-Castéra disse que "elas vêm em um momento em que a Federação Francesa de Futebol, por meio de seu presidente, deu mais ou menos instruções para não usá-la e eles acham que a Fifa vai proibi-la".

Vocês sabem, entre os atletas, há um aspecto de respeitar as regras, respeitar as normas", acrescentou. No entanto, "os Bleus são livres para se expressar", acrescentou a autoridade, que destacou uma iniciativa da seleção francesa de dar apoio financeiro a ONGs de direitos humanos.

As autoridades do Catar foram amplamente criticadas por organizações internacionais pelo tratamento dispensado a centenas de milhares de trabalhadores que vieram principalmente da Ásia para construir a infraestrutura para a Copa do Mundo de 2022.

Além disso, a homossexualidade é ilegal neste país do Golfo, mas os organizadores da Copa do Mundo tentaram acalmar a situação garantindo que os casais gays não serão incomodados durante o torneio.

A pulseira que os capitães de algumas equipes querem usar contém um coração com seis faixas coloridas e o lema "One Love".

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