Usando conceitos do basquete, Inglaterra tem bola parada mais perigosa da Copa

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Stones e Kane têm tido sucesso na bola parada ofensiva (Matteo Ciambelli/NurPhoto via Getty Images)
Stones e Kane têm tido sucesso na bola parada ofensiva (Matteo Ciambelli/NurPhoto via Getty Images)

Com colaboração de Luís Araújo e Pedro Carneiro

Na última semana, o companheiro Leonardo Miranda, do Painel Tático, escreveu sobre como o basquete e o handebol influenciaram a tática de algumas equipes na primeira rodada da Copa do Mundo. E a influência do basquete não para quando a bola está realmente parada, pelo menos para a Inglaterra.

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Antes da vitória por 6 a 1 contra o Panamá, o narrador britânico Darren Fletcher revelou em uma coluna que tinha conversado com o técnico Gareth Southgate e o ex-jogador falou sobre o seu interesse no basquete. O grande interesse dele era em como o ataque consegue se movimentar o suficiente para deixar jogadores livres para arremessar mesmo com dez jogadores em uma área tão pequena.

O interesse de Southgate no basquete é evidente nos escanteios da Inglaterra nos primeiros jogos da Copa do Mundo, principalmente contra o Panamá, em que dá para ver vários conceitos do esporte da bola laranja empregados para criar boas situações para os ingleses.

Primeiro, vamos pensar no esquema inglês de escanteio ofensivo. Dependendo da escalação, uma pequena parte muda. Quando Dele Alli está em campo, ele fica com Sterling mais perto do gol. Se ele não é titular, o meia do Manchester City ocupa aquele espaço sozinho. Mas o fundamental do esquema é o bolo de quatro jogadores formado um pouco antes da marca do pênalti. Contra o Panamá, quem apareceu mais por ali foram os meias Jordan Henderson e Ruben Loftus-Cheek, o zagueiro Harry Maguire e o artilheiro Harry Kane. E sempre começando fora da área estava o defensor John Stones.

Como os ingleses se alinharam na maioria dos escanteios (Reprodução)
Como os ingleses se alinharam na maioria dos escanteios (Reprodução)

No primeiro gol dos ingleses contra o Panamá, os quatro jogadores do bolo fazem corridas para lugares diferentes e abrem um espaço onde começaram a jogada. Com isso, eles deixam a área para Stones, que vem de fora. Mas para a chegada de Stones é fundamental a participação de Ashley Young, que ajuda a bloquear o jogador panamenho que tentava marcar Stones e libera o companheiro para avançar e marcar o tento.

Em todo o desenrolar da jogada, dá para perceber duas ações claras parecidas com o basquete que até se completam.

Quando um time de basquete tem um jogador muito decisivo, em muitas vezes os outros jogadores abrem o espaço para que ele trabalhe em isolamento e tenha mais espaço para penetrar no garrafão. E é justamente isso que os jogadores ingleses fazem para abrir para a chegada de Stones.

Com espaço aberto por companheiros, Stones chega sozinho na bola (Reprodução)
Com espaço aberto por companheiros, Stones chega sozinho na bola (Reprodução)

Além disso, ainda existe o bloqueio de Young no marcador de Stones, uma ação que acontece muito no basquete para tentar atrasar o adversário ou trocar o marcador buscando um matchup mais favorável.

Jogada só foi possível por causa de bloqueio de Ashley Young (Reprodução)
Jogada só foi possível por causa de bloqueio de Ashley Young (Reprodução)

As tentativas de bloqueio aparecem ainda mais claras no lance que gerou o pênalti do quinto gol dos ingleses contra os panamenhos. Kane se posta na área com seu marcador, Maguire faz um movimento e fica atrás do capitão, forçando um contato natural com seus marcadores e quem acompanhava Loftus-Cheek, que aparece sozinho no segundo pau.

Movimento em volta de Kane causa bloqueios legais (Reprodução)
Movimento em volta de Kane causa bloqueios legais (Reprodução)

Por causa de toda a confusão, Henderson ainda fica desmarcado como uma opção de bola curta, mas o cobrados Trippier não vê e acaba colocando na área. Stones e Kane são puxados e o árbitro marca pênalti.

Movimentação deixa Henderson totalmente livre de marcação (Reprodução)
Movimentação deixa Henderson totalmente livre de marcação (Reprodução)
Movimentação deixa Loftus-Cheek sozinho no segundo pau para aproveitar sobra (Reprodução)
Movimentação deixa Loftus-Cheek sozinho no segundo pau para aproveitar sobra (Reprodução)

Vale lembrar que assim como Loftus-Cheek ficou sozinho no último exemplo foi justamente como Kane ficou desmarcado em dois escanteios contra a Tunísia e marcou os dois gols da vitória inglesa. No primeiro, ele completou para o gol após rebote do goleiro africano. E no segundo ele aproveitou um erro na zona feita pelo adversário e ficou totalmente sozinho para salvar a Inglaterra de um resultado complicado.

Sempre é bom que um técnico se renove e busque quanto mais conhecimento puder para trazer para o seu esporte. E é bem legal ver treinadores procurando métodos em outros esportes e alcançarem bons resultados.

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