Uma das vítimas de exames ginecológicos no Catar é neozelandesa

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Um avião no aeroporto de Doha, onde várias mulheres foram obrigadas a se submeter a exames ginecológicos para tentar encontrar a mãe de um recém-nascido abandonado no banheiro
Um avião no aeroporto de Doha, onde várias mulheres foram obrigadas a se submeter a exames ginecológicos para tentar encontrar a mãe de um recém-nascido abandonado no banheiro

A Nova Zelândia revelou que uma de suas cidadãs está entre as mulheres submetidas a exames ginecológicos forçados no aeroporto de Catar e qualificou o ocorrido de "completamente inaceitável".

"Ficamos extremamente preocupados ao tomar conhecimento que uma cidadã neozelandesa foi envolvida neste terrível incidente que envolveu passageiras de vários voos da Qatar Airways", declarou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira (29).

"Este ato é completamente inaceitável", acrescentou, em alusão a um caso que também enfureceu a Austrália.

Em 2 de outubro, agentes do aeroporto de Doha fizeram desembarcar passageiras de um dos voos com destino a Sydney e as obrigaram a se submeter a exames ginecológicos.

Segundo Catar, tratava-se de tentar determinar se alguma delas tinha dado à luz recentemente, após a descoberta de uma recém-nascida "coberta com uma sacola de plástico" e "escondida" em meio ao lixo dos banheiros, o que equivale a uma "tentativa de homicídio".

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