Um pastor, um poliglota violinista, um sueco; Veja as curiosidades da seleção iraniana

Ghoddos é sueco mas escolheu defender o Irã. Foto: Getty Images
Ghoddos é sueco mas escolheu defender o Irã. Foto: Getty Images

Em dos jogos tecnicamente mais fracos da Copa do Mundo, o Irã venceu o Marrocos por 1 a 0, na última sexta-feira. A vitória entrou para a história da seleção iraniana, por ter sido a primeira da equipe em uma Copa do Mundo. Alguns jogadores desse time vencedor possuem curiosidades inimagináveis.

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GOLEIRO EX-PASTOR E CONFUNDIDO COM MENDIGO

O goleiro Alireza Beiranvand, que fez três grandes defesas no jogo diante do Marrocos, era um pastor antes de se dedicar ao futebol. Mas sua carrerira como futebolista teve algumas dificuldades para emplacar, muito por causa da rejeição de seu pai ao esporte em que Alireza atua. “Meu pai não gostava de futebol, queria que eu trabalhasse e chegou a danificar minha roupas de futebol e luvas. Cheguei a ter que jogar sem elas várias vezes”.

Alireza chegou a dormir na porta de um clube do Irã, e antes disso, até a em uma rua perto da Torre de Azadi – o monumento mais importante em Teerã – com outros desabrigados. Foi confundido com um mendigo uma vez. Posteriormente, trabalhou como varredor, pizzaiolo e lavador de carros até se firmar no futebol.

O VIOLINISTA QUE FALA SETE IDIOMAS

Reza Ghoochannejhad, do Heereeven da Holanda, é conhecido por suas habilidades com o violino e sua facilidade para idiomas. O atacante é fluente em persa, inglês, holandês e francês, além de entender alemão, italiano e português. A habilidade para a área de linguística e de humanidades é tamanha que o jogador chegou a cogitar deixar o futebol, aos 21 anos, para estudar Direito. “As pessoas que me conhecem sabem que há algo mais do que futebol para mim”. No entanto, o jogador foi convencido a seguir a carreira esportiva, mas pretende voltar aos estudos mais tarde.

SUECO DE SANGUE, IRANIANO DE CORAÇÃO

O sueco naturalizado iraniano Saman Ghodos, de 24 anos, nasceu em Malmo, capital da Suécia. Ele só conseguiu nacionalidade iraniana no ano passado. Chegou a jogar dois amistosos com a equipe sueca e ainda atua em seu país de nascimento, no Ostersund. Sua vontade de jogar pelo Irã surgiu pois seus pais são imigrantes persas que nunca esqueceram suas origens. O técnico Arsene Wenger, que marcou história no Arsenal, já chegou a elogiá-lo: “Ghodos é taticamente e tecnicamente é impressionante”.

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