'Um minutinho de mulher', diz Bolsonaro a apoiadora que quis mostrar vídeo

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 05.05.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de abertura da Semana das Comunicações, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 05.05.2021 - O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia de abertura da Semana das Comunicações, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro respondeu a uma apoiadora que não conseguiria viajar depois de ela pedir "um minutinho" para mostrar um vídeo do pai que havia morrido. "Um minutinho, um minutinho de mulher eu não viajo amanhã", afirmou o presidente nesta sexta-feira (14).

Segundo a apoiadora, o pai havia morrido recentemente -ela não especificou a causa da morte. "Presidente, meu pai faleceu agora dia 6, eu só queria mostrar um vídeo que ele queria, é rápido."

Após assistir ao vídeo, o presidente disse lamentar. "Lamento aí." O vídeo em que a apoiadora aborda Bolsonaro foi publicado por um site simpatizante do presidente.

O presidente voltou a criticar medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos após alguns apoiadores criticarem a situação nas cidades em que vivem.

"Eu não fechei nada, o meu Exército só vai para a rua para manter a liberdade de vocês. Jamais vai manter dentro de casa, eu respondo pelos meus atos. Agora, se governadores, prefeitos estão na contramão...", disse Bolsonaro.

No mês passado, o presidente afirmou que o Exército pode ir "para a rua" para, segundo ele, reestabelecer o "direito de ir e vir e acabar com essa covardia de toque de recolher".

A fala de Bolsonaro ocorreu em entrevista à TV A Crítica, concedida durante visita presidencial a Manaus em 23 de abril.

Nas declarações, Bolsonaro atacou medidas de isolamento social tomadas por prefeitos e governadores e afirmou que pode determinar uma ação das Forças Armadas contra elas.

"O pessoal fala do artigo 142 [da Constituição], que é pela manutenção da lei e da ordem. Não é para a gente intervir. O que eu me preparo? Não vou entrar em detalhes, [mas é para] um caos no Brasil. O que eu tenho falado: essa política, lockdown, quarentena, fica em casa, toque de recolher, é um absurdo isso aí."

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