Ultramaratonista perdido sobreviveu por 48 horas com sementes e água

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Carlos Freitas, de 65 anos, desapareceu durante prova e foi encontrado nesta terça-feira, no Farol Sarita, na região do Taim. Foto: (Rudimar Machado/Arquivo Pessoal)
Carlos Freitas, de 65 anos, desapareceu durante prova e foi encontrado nesta terça-feira, no Farol Sarita, na região do Taim. Foto: (Rudimar Machado/Arquivo Pessoal)

O ultramaratonista Carlos Freitas, de 65 anos, que desapareceu enquanto participava da prova Extremo Sul Ultramarathon, que tinha trajeto de 226 quilômetros entre o Chuí e a praia do Cassino, no sul do Rio Grande do Sul, foi encontrado após 48 horas perdido.

O morador de São Paulo, que é um atleta experiente em provas de longas distâncias, foi avistado deitado próximo ao Farol Sarita, em Rio Grande, enrolado em uma espécie de manta térmica. A Defesa Civil do RS informou que um grupo de motoqueiros encontrou Freitas bastante debilitado.

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Por conta do forte cansaço, o idoso relatou ter mantido alimentação com sementes que carregava consigo e hidratação a partir de garrafas d'água que também levava. Rudimar Machado, coordenador da Defesa Civil de Rio Grande, relatou que: "Ele começou a ter alucinações pelo cansaço e decidiu deitar próximo da floresta de Pinus que temos por ali. Ele é muito experiente, conseguiu se manter bem enquanto aguardava o resgate".

O contador paulista, após realizar exames médicos em uma Unidade Básica de Saúde e descansar, concedeu entrevista à Rádio Gaúcha em que contou a sua versão. Carlos Freitas teria se confundido e seguido a trilha de um arroio e não a do mar, que seria a correta.

Em contato telefônico com sua esposa, Freitas pediu ajuda: "Falei para ela que estava perdido próximo a algumas dunas, entre uma região de pasto e uma estrada. Mas a estrada era só uma miragem. Em um ponto, já estava vendo essas miragens, tendo alucinações. Então, tive que parar, respirar e procurar um equilíbrio. Foi aí que concluí que deveria ficar parado no mesmo local para facilitar o rastreio do sinal do telefone, e então fiquei sempre por lá".

Como alerta, após a aventura, Freitas pregou que as pessoas precisam manter a calma em situações extremas e buscar a melhor solução de forma consciente.

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