UEFA quer mudar cálculo do Fair Play Financeiro por manobra do Chelsea

Decisão da UEFA se dá após contratos de 7 e 8 anos assinados pelo Chelsea.

Decisão da UEFA se dá após contratos de 7 e 8 anos assinados pelo Chelsea.
Decisão da UEFA se dá após contratos de 7 e 8 anos assinados pelo Chelsea. Foto: (Igor Soban/Pixsell/MB Media/Getty Images)

Uma brecha usada pelo Chelsea nas regras do Fair Play Financeiro virou alvo de estudos da UEFA sobre as contratações realizadas nesta janela de transferências pelo clube de Londres, fazendo com que a entidade máxima do futebol europeu estude alterar o cálculo feito para as restrições do teto de gastos;

De acordo com Pierre Rondeau, francês especialista em Economia do Esporte, a forma com que o Chelsea firmou alguns contratos nesta janela de transferências, com períodos longos de até 8 anos, seria para 'diluir' os gastos que são gerados na folha salarial e também no limite do FPF.

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Uma das contratações que mais chamou a atenção na janela de transferências do início do ano foi a do ucraniano Mykhailo Mudryk, que também era desejado pelo Arsenal, com um período de vínculo de 8 anos e meio, o mais longo da história de 30 anos da Premier League. Contratado a peso de ouro pelo Chelsea, o meia-atacante ucraniano Mudryk, de 22 anos, deixou o Shakhtar Donetsk para assinar com o clube de Londres por oito anos e meio. O contrato, que vai até junho de 2031, teve valores divulgados pela imprensa da Inglaterra na casa dos 100 milhões de euros, cerca de R$ 550 milhões na cotação atual, sendo 70 milhões de euros fixos e outros 30 de gatilhos que podem ser ativados durante a atuação do garoto no Chelsea.

A ideia da UEFA é de que os contratos tenham validade máxima de cinco anos, para que, desta forma, os custos da contratação também tenham este limite de diluição e não passem batidos pelo controle financeiro dos clubes.

Donos americanos repetem contratos do beisebol no Chelsea

Assim como no esporte de tacos, corridas e arremessos de bola, os donos do Chelsea firmaram contratos longos com seus reforços, assinando compromissos de 7 a 8 anos. No beisebol, isto tem acontecido com certa frequência na última janela, dois contratos foram assinados por mais de 10 anos de duração, enquanto outros dois foram acordados entre 8 e 9 anos.