Uefa pede à Fifa mudança na polêmica regra da mão na bola

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Lance da partida entre Chelsea e Rennes em que a bola bate na mão do brasileiro Dalbert, jogador da equipe francesa
Lance da partida entre Chelsea e Rennes em que a bola bate na mão do brasileiro Dalbert, jogador da equipe francesa

A Uefa confirmou nesta quinta-feira que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a alteração da polêmica regra da mão na bola para interromper "a crescente frustração" com o grande número de pênaltis que estão sendo marcados por este tipo de infração. 

Em carta a Infantino, o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, pediu aos legisladores do futebol uma revisão da regra estabelecida desde março para que os árbitros possam mais uma vez considerar se os jogadores intencionalmente tocam a bola com a mão para sancionar a falta. 

"A sanção de todos os casos em que a bola é tocada com as mãos levou a muitas decisões injustas, o que levou à crescente frustração e oposição da comunidade do futebol", aponta Ceferin em sua carta, enviada em 27 outubro. 

O conteúdo da carta enviada pelo dirigente esloveno foi confirmado à afiliada esportiva da AFP na Alemanha, a SID. 

A confirmação chega um dia depois de uma nova jogada que gerou polêmica na partida em que o Chelsea venceu o Rennes por 3 a  0 na Liga dos Campeões. O zagueiro brasileiro Dalbert, da equipe francesa, foi expulso ao receber o segundo cartão amarelo após o árbitro ver no VAR que o chute do atacante inglês Tammy Abraham acertou o braço do jogador adversário dentro da área. 

Este pênalti, cobrado por Timo Werner e que virou o segundo gol do time inglês, e a expulsão acabaram com qualquer esperança para o Rennes no estádio Stamford Bridge. 

Este foi um dos muitos pênaltis marcados com a aplicação da nova regra, provocando protestos de jogadores e treinadores, e que Ceferin qualifica de contrária “ao espírito do futebol”. 

Ceferin escreveu à Fifa porque a entidade que gere o  futebol mundial faz parte do International Football Association Board (IFAB), o órgão que estabelece as regras deste esporte e suas mudanças. 

A Fifa tem metade dos oito votos do IFAB. Os outros quatro correspondem às federações da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.

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