Trump usa forças policiais para dispersar manifestantes pacíficos e tirar foto em igreja

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Presidente Donald Trump segura um bíblia na frente da igreja St. John, perto da Casa Branca. Para chegar até o local, forças policiais dispersaram manifestantes pacíficos (Foto: AP Photo/Patrick Semansky)
Presidente Donald Trump segura um bíblia na frente da igreja St. John, perto da Casa Branca. Para chegar até o local, forças policiais dispersaram manifestantes pacíficos (Foto: AP Photo/Patrick Semansky)

Na noite de segunda-feira, 1, o presidente dos Estados Unidos decidiu ir até a igreja St. John para tirar uma foto em frente ao local, com uma bíblia na mão. Para conseguir chegar até lá, Donald Trump contou com ajuda de forças policiais, que usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que protestavam de forma pacífica.

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A atitude de Trump gerou críticas entre juristas e líderes religiosos, como a própria reverenda Mariann Budde, episcopisa responsável pela igreja próxima à Casa Branca.

Em entrevista ao canal NBC News, a reverenda classificou o ato do presidente como um “abuso de ferramentas espirituais e símbolos da tradição e do espaço sagrado”. “Ele não veio à igreja para rezar, não veio para oferecer condolências aos que estão de luto. Ele não veio para se comprometer com a cura da nossa nação, todas essas coisas que esperaríamos do maior líder da nação”, disse.

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Mariann Budde ainda afirmou que Trump não avisou à diocese que iria até a igreja e disse que o presidente nunca vai ao local. “A única vez que o presidente Trump esteve na igreja St. John foi na manhã de sua posse”, relatou.

A ação do presidente norte-americano foi alvo de críticas de políticos democratas, como Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Deputados, e o líder da minoria no senado, Chuck Schumer. Para eles, a atitude do presidente desvirtua o que a fé ensina.

“Usar bombas de gás lacrimogêneo em manifestantes pacíficos sem motivo para que o presidente possa posar para fotos fora da igreja desonra todos os valores que a fé nos ensina. Nós pedimos ao presidente que tenha a responsabilidade de respeitar a dignidade e os direitos de todos os americanos”, disseram os democratas.

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