Tricolores famosos relembram final do Campeonato Carioca de 1995

Fernanda Teixeira
LANCE!


O dia 25 de junho de 1995 é um daqueles dias que não saem da memória dos torcedores do Fluminense. Há quase 25 anos, Renato Gaúcho fazia o icônico gol de barriga e decretava a vitória tricolor, por 3 a 2, sobre o Flamengo, no ano do centenário do rival. A reprise da decisão, neste domingo, às 14h (de Brasília), na Band, motivou até a venda de ingressos virtuais pelo Clube das Laranjeiras, cuja renda será revertida para a compra de cestas básicas para os funcionários.

Para lembrar a data, o LANCE! conversou com uma dupla de tricolores ilustres: o chef Felipe Bronze e o músico Toni Platão. Os dois estiveram no Maracanã naquela tarde e contaram detalhes das emoções vividas nas arquibancadas. Os relatos incluem a ajuda de "São Assis" e uma certeza de vitória incapaz de ser abalada pelo empate que poderia ter dado o título ao Rubro-Negro.

Confira os relatos completos:



FELIPE BRONZE

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Felipe Bronze
Felipe Bronze

Chef convenceu o amigo a ficar após empate (Foto: Instagram)

"Estava no Maraca! Inesquecível! Eu e Pedro Britto, um amigão, fomos juntos. O primeiro tempo foi uma sova, o Flu perdeu muitos gols, jogou sobrando, fez 2 a 0. Quando o Fla empatou todo mundo à minha volta começou a ir embora, meu amigo se levantou e falou: "chega de humilhação, vamos embora. Que vergonha”. Não sei por que eu falei na maior calma: “Senta. Calma. Hoje vamos sair daqui campeões. O Fluminense vai ganhar. Tenho certeza. Senta aí.” Ele até hoje me fala que eu falei com tanta serenidade e convicção que ele respondeu meio no susto um “Tá bom. Então vamos ficar”. E o resto é história, né? Eu tinha uma certeza absoluta. Loucura, né? Quando o Fla empatou pensei na hora: vai ser histórico! Que bom momento. Bom falar de futebol no meio dessa loucura toda"

TONI PLATÃO

Toni Platão
Toni Platão

Músico recorreu a "São Assis" (Foto: Reprodução/Instagram)

"Estava no Maracanã, na arquibancada. Foi um jogo que a torcida do Fluminense assistiu todo ele em pé. Os torcedores não sentaram nem por um segundo. Choveu muito no início e eu estava mais na parte de baixo, então tomei o maior temporal. Ficou todo mundo em pé, cantando o tempo todo, foi uma loucura. Lembro, que quando o Flamengo empatou o jogo em 2 a 2, eu resolvi sentar e tirei da minha carteira uma foto do Assis comemorando o gol de 1983, era um recorte de jornal autografado por ele que eu carregava comigo. Anos depois, o Assis veio a se tornar um grande amigo meu. Olhei pra foto e comecei a fazer aquelas orações de torcedor, uma mandingas. Acabei só ouvindo os gritos da torcida de "Uau", "Uau", quando o Aílton dá os dribles no Charles. Logo depois, a torcida explode e as pessoas voam para cima de mim gritando "o Aílton fez o gol!". Eu tinha passado a semana inteira com a certeza que o Renato Gaúcho decidiria aquele jogo. Quando levantei nessa comemoração do gol e olhei pro campo, vi que o time todo foi no Aílton e o Renato correu sozinho por outro lado fazendo aquele gesto de silêncio com o dedo para a torcida do Flamengo, que já gritava "É campeão". Comecei a gritar "o gol não foi do Aílton, foi do Renato!". Todo mundo ria de mim e dizia "Você nem viu porque estava sentado". No placar apareceu gol do Aílton, mas logo depois veio a correção mostrando que o gol era do Renato. A gente só foi ver aquela barrigada no dia seguinte. Resumindo, estava sentado com a foto do Assis fazendo mandinga quando o Renato fez o gol de barriga."


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