Triatletas da Escolinha de Triathlon inspiram novas gerações

LANCE!


Gabrielle Lemes, Alice Tinelli e Fernanda Nardino cresceram na Escolinha de Triathlon Formando Campeões. São fruto de um trabalho de formação que quer deixar como legado a igualdade de gêneros e o empoderamento feminino.

As três triatletas juntam-se a vários outros nomes femininos de destaque no Brasil. Um cenário bem diferente de há alguns anos, quando havia poucas mulheres brasileiras em quem se espelhar.

Elas se desenvolveram no grupo de alto rendimento da Escolinha de Triathlon, voltado para as competições nacionais e internacionais.

Campeã sul-americana júnior de triathlon em 2018, Gabrielle Lemes sonha em trazer para o Brasil a medalha olímpica. E já encara a responsabilidade de ser espelho para as meninas mais novas da Escolinha.

- É uma honra ser exemplo para alguém, isso me dá ainda mais força para treinar, e ser melhor - destaca Gabrielle, lembrando-se das suas inspirações no começo da carreira.

- Treinei sete anos com a Camila, técnica de natação na Escolinha, e sempre a tive como exemplo de força e garra. Também me espelhava na campeã olímpica e americana Gwen Jorgensen.

Triatletas brasileiras como inspiração

A professora Camila Silva Castro também foi uma inspiração para Alice Tinelli, no começo de sua trajetória.

Hoje, ela já cita várias triatletas brasileiras como exemplo, caso de Pamella oliveira, Bia Neres, Vittoria Lopes e Luiza Baptista. Hoje também um exemplo para as mais novas, Alice divide os treinos com o estágio como professora de educação física na Escolinha, e pensa num futuro em que poderá passar sua experiência no esporte.

- Agora vivendo esse outro lado, como estagiária, vejo que as meninas acabam seguindo o meu exemplo. Isso é muito motivador pra mim - conta Alice, que acumula entre seus resultados o de campeã brasileira júnior de triathlon, em 2018, e a medalha de bronze no Campeonato Brasileiro de Sprint Triathlon, em 2019.

- Ainda quero muito chegar às Olimpíadas. Mas, depois, quero poder dizer que sou professora de triathlon e poder contar para as alunas sobre a minha experiência nas Olimpíadas, para motivá-las.

Igualdade de gênero como legado da Escolinha

Também estagiária em educação física na Escolinha de Triathlon, Fernanda Nardino tem como inspiração as próprias professoras do projeto. E já enxerga um futuro em que as mulheres ocuparão o mesmo espaço dos homens, no triathlon.

- Quando comecei, poucas mulheres praticavam o triathlon. Eu me espelhava na Fernanda Keller, por ela ter feito muitos Ironman e ter o mesmo nome que eu - lembra Fernanda, medalha de bronze no Mundial Escolar de Triathlon de 2017 e campeã da Copa Brasil de Sprint Triathlon de 2016 por categoria.

- Com o projeto da Escolinha, esse número cresceu significativamente. Tenho certeza de que logo teremos 50% de cada gênero praticando o Triathlon.

Novas gerações chegando

A preocupação da Escolinha em apoiar o empoderamento das meninas e mulheres está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Os chamados ODS são uma coleção de 17 metas globais, estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, como parte da Agenda 2030.

Abrangem questões de desenvolvimento social e econômico, incluindo a igualdade de gênero, colocado como o quinto objetivo. O trabalho já mostra resultado, refletindo-se nas mais novas gerações.

- No lugar em que eu treinava antes, tinha só tinha só três meninas e dez meninos. Isso me chateava. Se você tiver a mesma capacidade física que os meninos, pode fazer os mesmos treinos, não muda nada - aponta Angelina Carvalho.

Um dos mais novos destaques da Escolinha, ela já chegou impressionando os professores em 2019, pela postura de atleta profissional. Em sua primeira competição, conquistou o quinto lugar no Circuito Renault de Triathlon.

Este ano, foi a campeã em sua categoria do 16º Triathlon de Verão de Guaratuba. Sua grande inspiração entre as triatletas brasileiras é Gabrielle Lemes.