"Travesti só tem o direito de se prostituir na nossa sociedade", diz vocalista de A Travestis

·2 min de leitura

"Murro na Costela do Viado” embalou o Carnaval 2020 - já tão distante em nossos pensamentos, eu sei - e a dona proprietária do hit é a piauense Tertuliana. A vocalista da banda A Travestis é uma das vozes mais relevantes do momento quando falamos de pagode baiano, mas nem por isso ela consegue viver só de música ou deixou de ser tratada como um objeto sexual.

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O estilo musical característico das periferias de Salvador, na Bahia, onde Tertuliana mora, ainda é característico pelo machismo em sua composição. E é justamente nesse cenário que a vocalista transsexual ingressa para “educar por meio da música”, e mais, para criar representatividade e oportunidade.

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"A travesti não tem o direito de fazer arte, a travesti só tem o direito de se prostituir na nossa sociedade. Então, a gente tem que ocupar o lugar da arte também, não só da arte como da academia, da medicina, do jornalismo, da história, do cinema, de tudo a gente tem que ocupar, conta ela ao Yahoo Entrevista!

“Tudo o que foge do trabalho informal é negado a nós. E até alguns trabalhos informais são negados. Você dificilmente vê travesti como eu vendendo brigadeiro. Esses dias me emocionei vendo travesti que é catadora de latinha aqui em Salvador. Ao invés de se prostituir essa travesti tá catando latinha na rua. São sinais de que nem todas nós queremos isso para as nossas vidas E esses sinais soam como gritos de socorro", afirma a artista, que para bancar a banda e se manter vende o famoso “brigadeiro da lôra”.

Confira o bate-papo acima e aguarde os próximos episódios nos dias 16 e 17 de setembro.

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