Tranquilo nas Eliminatórias, Brasil perde chances de fazer testes e parece piorar a cada partida

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O torcedor brasileiro, ou aquele cidadão que ainda cede seu tempo para assistir a um jogo do Brasil, certamente teve um fim de domingo desgostoso ao se deparar com um péssimo espetáculo proporcionado pelo time de Tite. Em mais uma terrível atuação, a Seleção empatou seu primeiro jogo em sua tranquila campanha nas Eliminatórias. No entanto, o resultado é o de menos, o que chama a atenção mesmo é a nítida queda de qualidade e a falta de testes.

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Poderíamos aqui individualizar as culpas e citar Neymar como uma peça que não tem jogado bem. O camisa 10, de fato, está longe de seus melhores dias, tanto vestindo a Amarelinha, quanto no PSG. No entanto, esse é apenas um dos tantos fatores que fazem a Seleção Brasileira ser uma das mais desagradáveis de se ver no futebol mundial, mesmo podendo ter algo novo.

Com exceção do sistema defensivo, que conta com jogadores em constante ótima fase e que parece ser aquilo que melhor essa comissão técnica sabe fazer, o restante do time não funciona. Isso, vale destacar, acontece há muito tempo, de forma mais grosseira, poderíamos dizer que desde a Copa do Mundo de 2018. De lá para cá, muitas (talvez a grande maioria) das seleções da elite tiveram clara evolução, menos a do Brasil, que está em queda.

Os resultados da "gestão Tite" são ótimos, não há como negar. Se classifica tranquilamente nas Eliminatórias, que é um torneio no qual os antecessores tiveram dificuldade mesmo podendo contar com gerações de jogadores infinitamente melhores. Mas com a vaga na Copa na mão, já passou da hora de usar essas partidas como um laboratório. Não há necessidade de bater recordes, no caso dessa Seleção, o importante é começar a mostrar evolução.

No entanto, Tite parece engessado a esquemas e jogadores que não têm dado respostas dentro de campo. Contra a Colômbia foi assim, mas já havia sido contra Venezuela, Chile, Peru, na Copa América... A lista tem ficado cada vez maior e a equipe cada vez pior. O problema é que nada muda e o clamor não parte apenas da torcida, parte do próprio time, que implora por novidades.

Como Raphinha e Antony, que estão voando quando saem do banco de reservas, e dão amplitude e velocidade ao Brasil, ou como Gerson, que daria uma dinâmica bem diferente no meio, abastecendo esses ponteiros. O ex-Flamengo teria vaga no lugar de Fred, mantido em campo inexplicavelmente nos 90 minutos. É nesse setor de construção que a equipe tem sofrido.

A possibilidade de testes não fica apenas em nomes, mas também para esquemas variados, como por exemplo a utilização de três zagueiros, que tem sido comum no futebol mundial. Será que não valeria a pena usar esses jogos das Eliminatórias para observar como isso funcionaria para a Seleção? Sem poder encarar os europeus, a alternativa deveria ser buscar formas de jogo diante de adversários que pode enfrentar. O que não dá é ficar parado.

Estamos diante de uma Seleção que oferece muito pouco em termos de qualidade de futebol e que parece ficar pior de jogo em jogo. Sem o brilho de seu melhor jogador, claramente em má fase, e sem um time que compense a falta desse atleta "acima da média", o trabalho de Tite, que goza de uma estabilidade rara, tem ficado cada vez mais discutível. É preciso dar respostas e que sejam nas Eliminatórias, em que o Brasil basicamente só cumpre tabela.

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