Relembre a trajetória de Reginaldo Leme na Globo

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Reginaldo Leme (à esquerda) trabalhou na Rede Globo por 40 anos (Reprodução/Instagram/@regileme)
Reginaldo Leme (à esquerda) trabalhou na Rede Globo por 40 anos (Reprodução/Instagram/@regileme)

Nascido em Campo Grande-MS, Reginaldo Poliseli Leme começou a cobrir automobilismo para o jornal Estado de S. Paulo, em 1972, seis anos antes de estrear na Rede Globo, onde se tornaria o principal comentarista de Fórmula 1 por mais de 40 anos.

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Em um e-mail enviado na última terça-feira (26/11) para a redação do SporTV, Reginaldo Leme revelou que seu ciclo na Globo acabou. A prova de Goiânia da Stock Car, em 24 de novembro, foi a sua última aparição na emissora. 

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Futebol antes dos carros 

Reginaldo Leme formou-se em jornalismo em 1966 e, antes de se dedicar à cobertura de Fórmula 1 e automobilismo, acompanhou, como repórter, diversos eventos históricos do esporte brasileiro, como o milésimo gol de Pelé, no Maracanã, em 1969. Reginaldo Leme foi o escolhido, via sorteio, para acompanhar a contagem rumo à marca de 1000 gols após o Rei do Futebol marcar o 997º.

Mas o que Reginaldo Leme queria mesmo era cobrir automobilismo. De reportagem em reportagem, veio a grande chance em 1972, ano do primeiro Grande Prêmio do Brasil em Interlagos. Quem venceu a prova foi o argentino Carlos Reutemann, mas quem ficou com o título foi o brasileiro Emerson Fittipaldi.

No ano seguinte, Reginaldo Leme acompanhou a inclusão do GP do Brasil no calendário da temporada da F1 (em 1972, a prova não contou pontos). Ele acompanhou três vitórias seguidas de brasileiros em Interlagos (Emerson Fittipaldi em 1973 e 1974 e José Carlos Pace - que hoje dá nome ao autódromo).

A chegada à Rede Globo

Reginaldo Leme acertou seu contrato para cobrir automobilismo pela Rede Globo no final de 1977 e começou a aparecer na TV no ano seguinte. 1978 marcou uma mudança importante no GP do Brasil: pela primeira vez ele não seria disputado em Interlagos, mas em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. De 1981 a 1989, o autódromo carioca seria a sede do GP do Brasil de F1. Já a relação de Reginaldo Leme com a emissora duraria muito mais.

Inicialmente, Reginaldo Leme formou dupla nas transmissões com Luciano do Valle. Também trabalhou, eventualmente, com Oliveira Andrade, Luís Alfredo, Cléber Machado, Sérgio Maurício e Luís Roberto. Mas foi a parceria com Galvão Bueno que fez dele um dos rostos e vozes mais conhecidos da TV brasileira, sobretudo na “década de ouro” do Brasil na F1, com os três títulos de Nelson Piquet e o tricampeonato de Ayrton Senna entre os anos de 1981 e 1991.

Reginaldo Leme empreendedor 

Nem só de automobilismo na Rede Globo e no jornal O Estado de São Paulo se construiu a trajetória de Reginaldo Leme. Além de alguns empreendimentos comerciais na cidade de São Paulo, ele é responsável pelo ‘Anuário AutoMotor’, uma retrospectiva detalhada da temporada do mundial de pilotos, que circula ininterruptamente desde 1992.

A prova de Goiânia da Stock Car em 24 de novembro foi a sua última aparição na TV pela Rede Globo.

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