Tragédia em Santos: o que se sabe até agora dos deslizamentos causados pelas chuvas

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Reprodução/TV Globo
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Uma tempestade na Baixada Santista durante a madrugada desta terça-feira deixou ao menos dez mortos e duas pessoas desaparecidas. As três cidades do litoral paulista que registraram mortes — Guarujá, São Vicente e Santos — foram as mais atingidas pelas chuvas.

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Abaixo, o que se sabe até agora sobre os deslizamentos:

Mortos e feridos

Segundo dados oficiais, seis pessoas morreram em Em Guarujá, três morreram no Morro do Macaco Molhado, que registrou dois grandes delizamentos durante a madrugada. No primeiro, que aconteceu à 1h40, uma mãe e um bebê foram soterrados dentro de uma casa que desabou. Um bombeiro que trabalhava nas buscas foi vítima do segundo deslizamento. As chuvas no local também deixaram dois desaparecidos: outro bombeiro e um assessor que ajudava nas buscas. Além disso, duas pessoas também morreram no bairro Jardim Centenário, e uma mulher da Vila Baiana morreu no hospital, após ser socorrida. As informações são do G1.

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Em São Vicente, um casal morreu após ser arrastado pela chuva. No bairro Vila Valença, o chão do banheiro de uma clínica de repouso cedeu e um idoso foi soterrado. O local foi interditado, e sete idosos foram acolhidos pela Secretaria de Assistência Social (Seas) e enviados a abrigos municipais. Seus familiares foram acionados.

Em Santos, uma mulher de 30 anos morreu no Morro do Tetéu. Além dela, o SAMU atendeu sete pessoas atingidas pelos deslizamentos, das quais uma apresentou ferimentos graves: uma menina de 7 anos, que está internada na Santa Casa de Santos após ser socorrida no Morro São Bento. Um homem de 43 anos, morador da Caneleira, também apresentou múltiplos ferimentos e permanecerá internado. Os outros pacientes já receberam alta.

Cidades sofrem com chuvas

Em Guarujá, que decretou estado de emergência, a Defesa Civil registrou sete deslizamentos, de acordo com o G1. As regiões mais críticas são o Morro do Macaco Molhado e Morro Barreira. Cerca de 200 pessoas estão desabrigadas, e foram assistidas em unidades escolares. O Fundo Social de Solidariedade está recebendo doações: roupas, sapatos, cobertores e produtos de higiene pessoal. Além disso, a chuva causou a queda de duas barreiras na estrada Guarujá-Bertioga.São Vicente registrou deslizamentos nos morros dos Barbosas, Ilha Porchat e Parque Prainha. A Defesa Civil também identificou pontos de alagamentos nas regiões do Jóquei Clube e Cidade Náutica.

Em Santos, o tráfego foi bloqueado em diversas vias da Zona Norte, como as avenidas Nossa Senhora de Fátima e Martins Fontes. De acordo com o G1, mais de 70 ocorrências de alagamentos já foram registradas. A cidade segue em estado de atenção. Muitas escolas estão inacessíveis e tiveram as aulas suspensas, segundo a Secretaria de Educação da cidade. Uma exceção é a UME Terezinha Calçada Bastos, no Morro São Bento, que está funcionando como abrigo. As chuvas também derrubaram duas barreiras na Rodovia Rio-Santos.Em Peruíbe, 25 pessoas deixaram suas casas e foram recebidas no Centro Comunitário do Caraminguava. Não há áreas de risco, e ninguém ficou ferido.

Cubatão também registrou diversos pontos de alagamento, especialmente nos bairros Vila São José, Jardim Casqueiro e Vila Nova. Dois deslizamentos foram identificados, em encosta do Caminho dos Pilões — que não tem habitantes — e outro em Mantiqueira, perto da rodovia Cônego Domênico Rangoni, que está bloqueada. Ninguém se feriu.

Tempo preocupa autoridades

Em comunicado, a Defesa Civil afirmou que o acumulado de chuva nas últimas 12 horas no Guarujá chegou a 282 mm de chuva. Em Santos, o total foi de 218 mm e em São Vicente, 169 mm. Como padrão de comparação, o volume esperado para todo o mês de março em Santos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, é de 257 mm.Walter Nyakas Junior, coordenador da Defesa Civil do estado, foi para a Baixada Santista para reunião com prefeitos e avaliação da destruição na cidade.Segundo o órgão, a previsão para esta terça-feira é de mais chuvas no litoral, provocadas por uma área de baixa pressão e da circulação dos ventos nos altos níveis da atmosfera.

Da AGÊNCIA O GLOBO

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