Trabalho de Jesualdo com a base tem agradado diretoria do Santos

Fábio Lázaro*
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Durante as conversas para trazer Jesualdo Ferreira ao Santos, em dezembro de 2019, a diretoria do Peixe apresentou ao treinador o desejo de um tratamento com as categorias de base diferente ao que o ex-técnico, Jorge Sampaoli, tinha. Com quase dois meses de trabalho da nova comissão técnica, esse é um fator que tem correspondido às expectativas.

Na terça-feira, o Santos estreou na Copa Libertadores com vitória diante o Defensa y Justicia-ARG, no Estádio Norberto Tomaghello. E o gol da virada por 2 a 1, aos 41 minutos do segundo tempo, foi marcado justamente por um prata da casa, o garoto Kaio Jorge, de 18 anos.

O jogador fez toda a categoria de base no Santos e teve a sua primeira oportunidade como profissional no ano passado, com Sampaoli, mas não teve grandes oportunidades durante a temporada, entrando no decorrer de sete partidas e totalizado 106 minutos. Já em 2020, logo na primeira partida, contra o Red Bull Bragantino, dia 23 de janeiro, foi titular, somando cinco atuações e 169 minutos em campo este ano.

Apostar em soluções caseiras foi uma das orientações da diretoria durante o acerto com Jesualdo. A realidade financeira santista é de pouco recurso, o que fez o técnico promover alguns atletas como Sandry, Renyer, Yuri Alberto e o próprio Kaio Jorge neste início de época.





Fim dos sparrings


Outra solicitação da diretoria, atendida por Jesualdo e sua equipe, foi o fim dos sparrings, método utilizado por Sampaoli. Antes de promover os seus treinamentos, o argentino aplicava-os a um grupo de atletas da base, corrigindo os erros com eles, a fim de promover seu treinamento aos profissionais o mais próximo do ideal. Inclusive, algumas vezes os meninos foram usados para completar as atividades dos profissionais. Tudo isso sob a ‘tutela’ do ex-treinador.

A conclusão tirada pela direção é que os sparrings desgastavam fisicamente os garotos, que muitas vezes tinham que treinar diariamente em dois períodos, já que, além da atividade promovida por Jorge Sampaoli, também tinham os compromissos próprios das suas categorias.

Para suprir o término da iniciativa e manter o intercâmbio do corpo técnico profissional com a base, dois integrantes da comissão portuguesa, António Oliveira e Daniel Gonçalves, comandam o Santos B, equipe sub-23, e mapeiam talentos que possam integrar a equipe principal a curto e médio prazo. Foi o que aconteceu com Renyer, que nas primeiras semanas de 2020 trabalhou com o time B, mas em sequência foi integrado ao elenco profissional e, até o momento, foi relacionado em quatro partidas, entrou em três e totaliza 65 minutos em campo.

* Sob supervisão de Vinícius Perazzini







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