Três treinadores e um problema crônico: 47% dos gols sofridos pelo Vasco na Série B foram de jogo aéreo

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A dificuldade do Vasco para entrar no G4 da Série B passa por diversos fatores, que são discutidos desde o início da temporada. No entanto, um deles atormenta e tira pontos importantes na luta pelo acesso. Até o momento, restando sete rodadas, o time sofreu 34 gols na competição, sendo que 16 deles foram em jogadas de bola aérea. Na temporada, foram 28 dentro das 59 bolas que balançaram a rede cruz-maltina.


No domingo, apesar da má exibição nos Aflitos, o Cruz-Maltino conseguiu em dois lances abrir uma boa vantagem no placar. Mas viu novamente pontos escorrerem entre os dedos por causa da bola aérea. Com dois gols de cabeça, o Náutico conseguiu empatar e poderia ter vencido, pois explorou a jogada de maneira sistemática.

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Os problemas defensivos do Vasco não começaram na reta final da Série B. Eles tiveram início em março, na primeira partida da temporada, ainda com o time de garotos. A estreia contra a Portuguesa, um problema ficava evidente e saltava aos olhos do torcedor. Na vitória da Lusa, Chay, que hoje está Botafogo, bateu o escanteio e Dilsinho fez de cabeça.

Desde então, o problema tornou-se crônico, sendo um fator recorrente. Nas 52 partidas disputadas até o momento, o time já sofreu 59 gols, com uma média superior a um gol por jogo. Essa fragilidade pelo alto tem reflexo também nos números. Desses, 28 foram construídos por jogadas aéreas, com 47,4% do total. Erros já alertados pelo Blog "Números da Bola", do jornalista André Garone, do Lance!, no último mês, após o empate com o Cruzeiro.

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Na Série B, o Gigante da Colina já sofreu 34 gols, sendo que deles 16 foram pelo alto (47,1%). O próprio adversário do último domingo já havia feito um gol de cabeça também com Vinícius, no primeiro turno. De lá pra cá, Cabo foi demitido, Lisca teve uma curta passagem pelo clube, e Fernando Diniz segue na missão de recolocar o time na elite do futebol brasileiro.

Na coletiva pós-jogo contra o Timbu, Fernando Diniz tentou explicar os erros da defesa do Vasco nos gols do adversário. De acordo com o comandante, ambos poderiam ser evitados, visto que a equipe treinou. Ele enxerga evolução no fundamento, apesar de ter tomado dois gols que custaram a vitória e uma maior proximidade com o G4.

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- A maioria das bolas aéreas são em jogadas de escanteio. Foi assim também contra o Coritiba. Nos dois jogos levamos vantagens na maioria das bolas aéreas. O que tem que fazer é treinar e minimizar a chance do adversário. Acho que o principal problema no gol de hoje foi na origem. Deixamos de fazer uma falta no meio de campo, para fazer uma falta em uma região mais perigosa. Esse foi o primeiro erro - disse, e emendou:

- O segundo foi que eles fizeram uma movimentação trazendo jogadores mais altos para o segundo pau e nós ficamos de uma maneira mais estática. Querendo que a bola fosse onde estávamos posicionados. Teria como evitar o gol, é algo que a gente havia conversado. Mas é continuar treinando. Não tem outra escapatória. Acho que temos evoluído nesta questão. Tem tido muita bola parada contra a gente e nós estamos evoluindo neste sentido. Hoje tomamos o gol que nos custou os três pontos - explicou.

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Restam sete rodadas para o fim da Série B. Para garantir o acesso, o Vasco terá que corrigir os erros e fazer uma reta final praticamente perfeita. Diniz sabe que a bola aérea tem dado dor de cabeça e contra o CSA terá a volta de Ricardo Graça, que estava suspenso. Por outro lado, não poderá contar com o atleta mais decisivo do time Nene - que tomou o terceiro amarelo.

DEFESA DO VASCO NA TEMPORADA

52 jogos
59 gols sofridos no total
28 gols sofridos em jogo aéreo

NA SÉRIE B

31 jogos
34 gols sofridos
16 gols sofridos no jogo aéreo (contra Avaí (2), Cruzeiro, Brusque, Coritiba, Náutico, Guarani, Remo (2), Avaí, CRB, Cruzeiro, Confiança, Sampaio Corrêa, Náutico (2))

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