Três Corações e Santos guardam relíquias de Pelé

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Para alguns torcedores, o maior feito de Pelé foi o tri com a seleção. Para outros, o bi mundial pelo Santos. Mas, para o Rei do Futebol, entre tantas conquistas, uma das que mais o marcou foi uma moeda de 400 réis (50 centavos atualmente), obtida em 1950, quando tinha dez anos.

A moeda foi o pagamento que Pelé recebeu em seu primeiro ofício. Na época, ele era engraxate em Bauru, interior de São Paulo, e futebol era só divertimento.

Ao lado de prêmios e presentes recebidos ao longo dos 21 anos de carreira, a moeda e a caixa de engraxate integram o acervo do Museu Pelé, em Santos, São Paulo.

São três blocos dentro do casarão do Valongo, no largo Marquês de Monte Alegre, que abrigam 2.500 peças.

A presença de objetos de sua infância foi a única exigência que Pelé fez aos curadores. Assim, o rádio de pilha do pai, João Ramos do Nascimento (o Dondinho), a bola de meia usada nas primeiras peladas e um cofrinho de madeira dos anos 40 dividem o mesmo espaço com medalhas e a réplica da taça Jules Rimet —o Rei foi o único atleta a ter recebido uma da Fifa.

O museu tem também uma área interativa, na qual é possível simular a cobrança de um pênalti —como Pelé fez ao marcar o milésimo—, auditórios e exposição de fotos.

O Museu em Santos não é o único local a abrigar as origens de Pelé. Uma réplica da casa onde o Rei do Futebol nasceu foi erguida na cidade mineira de Três Corações.

Inaugurado em 2012, o local foi reconstruído com base na memória da mãe de Pelé, Celeste, uma vez que não há registros fotográficos da época em que moravam lá.

O casarão tem quatro quartos, todos pequenos, uma cozinha com um fogão a lenha e um banheiro de madeira, ao lado de fora da casa.

O ex-jogador morou no local até os quatro anos. Não tem como errar o endereço. A rua foi batizada com o nome do filho ilustre da cidade: Edson Arantes do Nascimento.