Toro Rosso aposta em dupla repaginada, mas apresenta STR14 sem novidades na pintura para F1 2019

VITOR FAZIO, FELIPE NORONHA
Grande Prêmio

A segunda-feira (11) marcou o começo de 2019 para a Toro Rosso. A equipe de Faenza apresentou o STR14, novo carro da equipe para a temporada da F1. Sem muitas surpresas (e criatividade): o bólido manteve a base do layout azul e vermelho usado desde 2017 e chegou com aerodinâmica simplificada, uma das exigências do novo regulamento técnico.


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Também sem muita originalidade foi o lançamento ao público do novo carro: apenas online, em vídeo publicado no Youtube - com menos de um minuto de duração. O vídeo apenas traz imagens digitalizadas do conceito do carro - e, nos comentários, foi alvo de críticas desde o minuto em que foi divulgado.


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O STR14 tem como pilotos Daniil Kvyat e Alexander Albon. Os dois são novidades para a temporada, mas um é menos do que o outro. Kvyat parte para a terceira passagem pela Toro Rosso – o russo defendeu a escuderia em 2014 e depois entre 2016 e 2017, após perder vaga na Red Bull para Max Verstappen. Quando o ano afastado do grid em 2018 pareceu marcar o fim da jornada do piloto na F1, Franz Tost e companhia deram uma nova oportunidade, consequência da dificuldade da Red Bull de encontrar novos talentos.

Essa mesma dificuldade da Red Bull com a safra atual permitiu que Albon desse o passo da F2 para a F1. O tailandês tinha bom retrospecto em categorias menores, mas corria por fora anos após perder vaga no programa júnior da equipe dos energéticos. Mesmo assim, a briga passou a ser de Alexander com Brendon Hartley, demitido após ano de resultados fracos.

O STR14, carro da Toro Rosso para a temporada 2019 da F1 (Imagem: Toro Rosso)


2019 representa o segundo capítulo da Toro Rosso com a Honda. A parceria teve resultados promissores em 2018, como o quarto lugar de Pierre Gasly na Hungria. O problema é que o ano logo virou um laboratório para a Red Bull, assinada para ter o motor japonês. No fim, Pierre e Brendon empilharam punições por troca de peças, que passaram a ser testadas com frequência. Sem pontuar regularmente, a escuderia chegou aos 33 e fechou o Mundial de Construtores em nono, na frente somente da Williams.

Agora com o mesmo motor da ‘mãe’ Red Bull, a Toro Rosso se permite sonhar com resultados mais grandiosos. A mesma unidade de potência, aliada à igualdade de elementos da asa traseira, é a carta na manga para avançar no pelotão intermediário.


"A meta é sempre melhorar para subirmos o nível e nós trabalhamos intensamente durante o inverno para conseguir algumas mudanças estruturais que esperamos que resolva alguns problemas do passado. Fizemos todas as análises internas para ver nossos pontos fortes e nossos pontos fracos", disse Tost.

 

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"Comparada com outras equipes, a Toro Rosso tem um número bem menor de funcionários, mas a sinergia com a Red Bull é muito importante. Agora, que eles também terão motor Honda, então as duas equipes técnicas vão poder trabalhar mais nos detalhes. Atenção aos detalhes é o que faz diferença e mais reflete na performance", seguiu.

 

"Nós temos um grupo técnico bem forte que vai nos permitir manter o nível que fechamos o ano passado e, além disso, não vamos demorar para evoluir bem durante o ano, contando com a boa sinergia dos times", completou o chefe da equipe.


A pré-temporada da F1 começa em 18 de fevereiro, em Barcelona. O primeiro GP é o da Austrália, em Albert Park, no dia 17 de março.

 


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