Torneio de sumô no Japão é cancelado devido à pandemia

AFP
Lutadores de sumô se apresentam durante torneio no Japão
Lutadores de sumô se apresentam durante torneio no Japão

A Associação Japonesa de Sumô (AJS) anunciou nesta segunda-feira (4) o cancelamento de seu próximo torneio e o projeto de organizar a próxima competição sem público, num momento em que o governo decidiu prolongar até final de maio o Estado de Emergência, no intuito de combater a propagação do coronavírus.

O próximo 'basho' do emblemático esporte japonês, que já havia sido adiado em duas semanas devido à pandemia, seria disputado em 24 de maio.

O presidente da AJS, Hakkaku, anunciou em comunicado a decisão de cancelar o torneio "para preservar a saúde e a segurança dos fãs e das pessoas envolvidas".

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Estas declarações acontecem pouco depois do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, prolongar nesta segunda-feira o Estado de Emergência no país até o fim do mês.

Trata-se do primeiro cancelamento de um torneio de sumô no Japão desde 2011, quando o país teve que renunciar à competição da primavera por causa de um escândalo de manipulação de combates.

Normalmente, seis torneios por ano são disputados. A AJS fixou como meta organizar a competição de julho sem espectadores e movê-la de Nagoya para Tóquio, onde residem os lutadores.

Em março, o 'basho' de Osaka foi disputado sem espectadores, mas foi transmitido ao vivo pela televisão. Os lutadores tiverem que medir suas temperaturas duas vezes por dia e renunciar a vários rituais pré-combate para limitar o risco de propagação do vírus.

O sumô confirmou em 10 de abril um primeiro caso de COVID-10 no esporte, num lutador das categorias inferiores. Desde então, vários outros casos surgiram, mas apenas um entre os lutadores de elite.

Os lutadores de sumô vivem em comunidades hierarquizadas chamadas de "heya" em japonês. Nelas, os lutadores iniciantes dormem em habitações coletivas sobre tatames.

O Japão, cuja população é de 126 milhões de pessoas, teve seu primeiro caso de coronavírus em meados de janeiro. Segundo o último balanço das autoridades, o país registra cerca de 15.000 infectados e 510 mortes pelo vírus.

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