Torneio mais importante de CS:GO do ano começa nesta quarta com MIBR em alta

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Último major foi disputado em Boston, nos Estados Unidos (ELeague)
Último major foi disputado em Boston, nos Estados Unidos (ELeague)

Por Guilherme Sacco (@guilhermesacco)

Nesta quarta-feira (5), começa o segundo Major de Counter-Strike: Global Offensive em 2018. O FACEIT Major será disputado em Londres e irá durar até o dia 23 de setembro, quando conheceremos o novo campeão do torneio de mais prestígio no cenário de CS:GO. A equipe, além do troféu, levará para casa 500 mil dólares, metade da premiação total de US$ 1 milhão que será distribuída pela Valve, desenvolvedora do jogo e patrocinadora das competições Major.

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O torneio

O campeonato será dividido em três estágios, começando nesta quarta-feira com o New Challengers Stage, que termina no domingo (9). Nessa primeira etapa, 16 equipes se enfrentam no formato suíço em cinco rodadas, com os quatro primeiros confrontos sendo em mapa único e último em melhor de três. Dessas 16 equipes, oito se classificaram pelo desempenho no primeiro Major do ano, em Boston: Gambit Esports, Vega Squadron, Space Soldiers, BIG, Astralis, Liquid, North e Virtus.pro. Os outros oito classificados vieram de torneios qualificatórios disputados ao redor do mundo: Ninjas in Pyjamas, compLexity Gaming, HellRaisers, Renegades, OpTic Gaming, Rouge, Team Spirit e TyLoo.

O formato suíço coloca essas 16 equipes ranqueadas de acordo com os resultados do ano e já definiu os confrontos da primeira rodada (1º x 16º, 2º x 15º e assim sucessivamente). As rodadas seguintes terão os duelos definidos de acordo com o desempenho nas rodadas anteriores: no formato suíço, uma equipe só enfrenta outra que tiver o mesmo número de vitórias que ela. Depois de cinco rodadas, os oito melhores colocados se classificam para a fase seguinte, enquanto os oito piores voltam mais cedo para casa.

Na segunda etapa, disputada entre 12 e 16 de setembro, os oito classificados se juntam as oito melhores equipes do Major de Boston, que ganham o nome de Lendas, no The New Legends Stage. São elas: Cloud9, atual campeã, FaZe Clan, os brasileiros da MIBR, Natus Vincere, mousesports, Winstrike Team, G2 Esports e Fnatic. O formato segue igual ao da primeira fase, com as equipes se enfrentando no suíço e as oito melhores garantido vaga na fase final.

A ser jogada na SSE Arena, em Wembley, Londres, entre 20 e 23 de setembro, a última etapa foi batizada de The New Champions Stage e será disputada em mata-mata comum, começando pelas quartas de final e indo até a grande final, com todos os jogos sendo disputados em melhor de três mapas. O vencedor leva para casa o troféu e US$ 500 mil, enquanto o segundo colocado embolsa US$ 150 mil.

Como chega a MIBR

Em um ano bastante conturbado, a principal equipe brasileira mudou de tag, de SK Gaming para Made in Brasil, e de lineup depois de resultados ruins. TACO e boltz deixaram a equipe e uma escalação completamente tupiniquim agora conta com os estadunidenses Stewie2K e tarik. Apesar das mudanças no elenco, os resultados não voltaram a aparecer para a equipe que chegou a liderar o ranking mundial e que tem dois títulos de Major nas costas. Com isso, a organização decidiu aproveitar a pausa de agosto para realizar mais uma mudança, dessa vez no corpo técnico.

Janko “YNk” Paunovic assumiu o lugar de Ricardo “dead” Siniglagia como técnico da equipe e assumiu funções que o seu antecessor não assumia, como dar pitacos táticos durante as partidas e ser mais influente no estilo de jogo da equipe. O primeiro teste da MIBR com seu novo comandante foi de sucesso, mas nada além do esperado. Jogando a Zotac Cup Masters, os brasileiros eram favoritos ao título e confirmaram a alcunha vencendo o torneio de maneira invicta, com excelentes atuações de Fernando “fer” Alvarenga e Marcelo “coldzera” David, principalmente na final, vencida por 3 a 0 diante da polonesa Kinguin.

O primeiro desafio real da equipe, porém, veio na última semana durante a DreamHack Masters de Estocolmo, na Suécia. Um campeonato com mais equipes de qualidade em que a MIBR começou dominante, não perdeu sequer um mapa na fase de grupos, mas deu azar no chaveamento das quartas de final. Surpreendentemente, a Astralis, primeira colocada no ranking mundial, ficou em segunda no seu grupo e foi a adversária dos brasileiros no mata-mata.

Com atuações incríveis de Nicolai “device” Reedtz e Lukas “gla1ve” Rossander, os dinamarqueses atropelaram os brasileiros na Overpass, vencendo o primeiro mapa por 16 a 6, e, em uma partida emocionante, surpreenderam a MIBR na Train, mapa de escolha de FalleN e companhia, vencendo por 16 a 14 e garantindo o 2 a 0 na série melhor de três. Apesar da derrota, o desempenho na fase de grupos animou os torcedores brasileiros para a disputa do Major e a equipe, atualmente a sétima colocada no ranking mundial, pode ser uma das surpresas da competição, apesar de não se encontrar entre as favoritas.

As grandes favoritas

Principal cotada para levar o título, a Astralis é a líder isolada do ranking mundial e vem tendo um 2018 bastante dominante. Apesar da derrota na final da DreamHack para a surpreendente North, a equipe dinamarquesa conquistou quatro taças em nove campeonatos presenciais que disputou desde fevereiro e se mostra cada vez mais uma equipe extremamente disciplinada taticamente e com muito talento, principalmente nos mouses de device e Peter “dupreeh” Rasmussen. Além dos dois, completam a lineup gla1ve, Emil “Magisk” Reif e Andreas “Xyp9x”.

Comandados por Danny “zonic” Sorensen, os dinamarqueses são a equipe a ser batida no torneio e entram com a pressão de provar esse favoritismo como verdade. A impressão que se tem antes da disputa do Major é que apenas essa pressão é capaz de parar a Astralis e que o título deve deixar a América do Norte e ficar na Europa.

Segunda colocada no ranking mundial, a Natus Vincere era uma das grandes favoritas para vencer a DreamHack em Estocolmo, mas acabou sendo uma das grandes decepções da competição. Depois de uma fase de grupos abaixo da crítica, a equipe ficou na segunda posição e teve pela frente nas quartas de final a North, que acabaria se sagrando campeã do torneio, e perdeu por 2 a 0, dando adeus ao torneio de maneira precoce.

Entretanto, a equipe tem feito um 2018 acima do esperado e havia vencido três dos últimos quatro torneios anteriores a DreamHack e tem em Oleksander “s1mple” Kostyliev a sua grande arma individual. O awper é, atualmente, o melhor jogador do mundo e tem colecionado prêmios de MVP (jogador mais valioso) dos torneios que a equipe tem conquistado, podendo ser um fator diferencial para os europeus, que ainda contam com Ioann “Edward” Sukhariev, Danylo “Zeus” Teslenko, Egor “flamie” Vasilyev e Denis “electronic” Sharipov na lineup.

Fechando o trio de favoritas, está a equipe da Liquid. Terceira colocada no ranking mundial, a equipe norte-americana conta com o brasileiro Epitácio “TACO” de Melo na melhor fase de sua carreira e é uma das mais cotadas a vencer. Focada estritamente no Major, a equipe não disputou a DreamHack para se preparar para Londres, mas deixou ótima impressão nos torneios anteriores à pausa de agosto.

No último torneio que disputou, a ELEAGUE CS:GO Premier, em julho, a Liquid derrubou a MiBR e a Natus Vincere até chegar na final, aonde demonstrou bastante qualidade, mas acabou sendo derrotada pela Astralis por 2 a 0. Agora, os norte-americanos e o brasileiro TACO vão até Londres buscando vingança e um título inédito para a organização.

Quem pode surpreender

Empolgada pela conquista da DreamHack Masters no último final de semana, a North é uma equipe que entra no bolo das que correm por fora na disputa pelo título. Apesar de ser apenas a décima colocada no ranking mundial e de colecionar decepções, principalmente a falta de conquistas para a equipe que mais investe no cenário, os dinamarqueses contam com o talento de Mathias “MSL” Lauridsen e, principalmente, Nikolaj “niko” Kristensen para roubarem mais uma taça.

Os europeus da mousesports também vão até Londres sem muitas pretensões, mas podem acabar surpreendendo o mundo. Eliminados para a North na semifinal do DreamHack, os europeus ocupam a quinta posição no ranking mundial e confiam na liderança de Chris “chrisJ” de Jong e na AWP de Tomas “oskar” Stastny para irem atrás de um título bastante improvável.

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