Torcidas africanas dominam, mas seleções ainda buscam primeira vitória

Do lado de fora do Souq Waqif, o principal mercado da região central de Doha, Badre Bakaddouri tenta organizar algumas dezenas de torcedores marroquinos, reunidos com tambores e bandeiras vermelhas. Um grupo de senegaleses caminha com bandeiras coloridas amarradas nas costas, enquanto tunisianos, igualmente em grande número, puxam gritos de apoio à seleção.

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Andar pela cidade que concentra os oito estádios da Copa do Mundo é se deparar constantemente com torcedores africanos, que mantêm o clima de festa, mesmo com a campanha até aqui tímida dos cinco representantes do continente. A chance de mudar esse retrospecto é a partir de hoje, quando Senegal enfrenta os anfitriões cataris, às 10h (de Brasília), abrindo a segunda rodada do Grupo A do Mundial.

Há razões para esse domínio. Uma delas é a proximidade, não só geográfica como cultural e religiosa, já que países do norte do continente, como Marrocos e Tunísia, são de maioria islâmica. A outra é a quantidade de imigrantes africanos que residem no Catar, país formado quase 90% por estrangeiros que chegaram ao Oriente Médio para trabalhar.

— Vivem em torno de 30 mil marroquinos no Catar e, certamente, eles estão muitos animados com a presença da seleção aqui, por isso esse clima de festa— afirma Bakaddouri.

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Nenhuma das cinco seleções africanas chegou ao Mundial cercada de grandes expectativas, embora pela primeira vez na história todas sejam treinadas por técnicos locais. Senegal, que encara o Catar hoje, perdeu seu principal jogador, Sadio Mané, e foi derrotado na estreia para a Holanda por 2 a 0, depois de fazer bom jogo por 80 minutos.

Na primeira rodada, além de Senegal, dois africanos perderam seus jogos, ambos ontem: Camarões saiu derrotado para a Suíça (1 a 0), pelo mesmo grupo do Brasil, enquanto Gana perdeu para Portugal (3 a 2). Tunísia e Marrocos empataram sem gols com Dinamarca e Croácia, respectivamente. A expectativa é que Senegal abra o caminho de vitórias para os africanos hoje, contra uma seleção catari que foi amplamente dominada por Equador na estreia.