Torcida gera mais receita ao Verdão que patrocínio, mostra balanço

Thiago Ferri

O Palmeiras divulgou nesta quarta-feira o seu balanço financeiro de 2016 auditado. E dos R$ 410 milhões que o time profissional gerou de receitas, R$ 103,8 milhões vieram da torcida, com arrecadação de ingressos e o programa de sócio-torcedor. Entre patrocinadores (Crefisa e FAM, por exemplo) e publicidade, o Verdão recebeu R$ 90,6 milhões.

Direito de transmissão foi a maior fonte de receita no último ano: R$ 128,2 milhões. Bilheteria deu R$ 69,3 milhões, o Avanti, R$ 34,5 milhões, R$ 51,3 milhões vieram de negociações de atletas (principalmente Gabriel Jesus), além de R$ 17,8 milhões em premiações, R$ 1,7 milhão com a Timemania e quase R$ 17 milhões em receitas diversas.

O Verdão terminou o último ano com um superávit contábil de R$ 89,6 milhões. Entre 2015 e 2016 houve um aumento de receitas (R$ 468 milhões, contando todo o clube, contra R$ 351 milhões há dois anos) e de lucro, que em 2015 foi de R$ 10,5 milhões.

No ano passado, o clube conseguiu também quitar quase R$ 15 milhões que tinha de dívidas com os bancos Banif, ABC S/A e Bradesco. Ainda resta ao Palmeiras pagar quase R$ 60 milhões ao ex-presidente Paulo Nobre, referente aos empréstimos feitos por ele entre 2013 e 2014, e R$ 15 milhões pelas compras de Mina e Róger Guedes - este valor depende da venda dos atletas. No último mês, o Verdão devolveu a ele quase R$ 45 milhões e a expectativa é de que o débito com o ex-dirigente seja quitado até fim de 2018.

O contrato com o Esporte Interativo ainda não entrou nas receitas por valer a partir de 2019, mas o que o canal pagou está em "adiantamento de contratos". O Verdão recebeu uma fatia no fim de 2016 (o documento aponta R$ 38 milhões), e outra no começo de 2017 - o valor ao todo é de quase R$ 100 milhões. O acordo com a emissora será para transmissão dos jogos do Brasileiro em TV fechada de 2019 a 2024.







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