O torcedor precisa ser criança

·1 minuto de leitura
A paixão de família

Verissimo sempre diz que não existe um modo adulto de torcer. Dady Brieva (ator, comediante e apresentador argentino) trocaria toda essa apresentação para dizer que ele é mesmo Colón há 64 anos.

O time que o prostrou assim quando campeão argentino nesta sexta. Pela primeira vez em 106 anos. Sem que ele pudesse estar no estádio onde tantas vezes foi meio que sabendo que jamais seria. E foi. Mais criança do que aquela que o abraça pelo maior legado dele para ela. O maior elo entre eles.

O menino de 64 anos que desabou é essa criança interior que nos defende não só da pandemia e da ignara loucura. Também das jogadas mal ensaiadas, das boladas dos boludos, da insanidade dos padrões Fifa e patrões da pelota que não se mancha.

Ficar de joelhos não é só se prostrar a quem não presta. A genuflexão também é um ato de fé. A crença de que dias melhores virão. E jamais verão um momento melhor que este.

A maior conquista de quem nunca imaginou ser possível.

Futebol, você é tão maravilhoso que a gente sempre tenta te estragar.

Mas nem eles conseguem. Nem com a gente tendo que ficar de joelhos. Desabando como se fôssemos órfãos de pais vivos. Desaguando as lágrimas que a gente não sabia que tinha.

Curtir

Comentar

0

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos