Corintianos são condenados por morte de palmeirense há três anos

Três torcedores do Corinthians foram condenados à prisão na madrugada desta quinta-feira, por conta de um caso que ocorreu há quase três anos. Os atores estão sendo acusados de terem matado o professor, e integrante da torcida organizada do Palmeiras, Mancha Verde, Gilberto Torres Pereira, no dia 19 de agosto de 2014.

Leia mais: 

Carlos Nujud é o novo diretor das categorias de base do Corinthians

Felipe Melo explica apelido Pitbull e já se vê como ídolo do Palmeiras 

Raimundo César Faustino, Leonardo Gomes dos Santos e Gentil Chaves Siani foram condenados a 21, 16 e 18 anos de detenção, respectivamente, por homicídio qualificado e motivo fútil. Os advogados até tentaram entrar com recursos alegando que as penas são muito altas para um caso que, na concepção deles, não continha provas suficiente.

De acordo com os relatos, a vítima estava saindo da estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitano (CPTM), Franco da Rocha, para ir até a capital, enquanto os três integrantes da Gaviões da Fiel voltavam para a cidade da região metropolitana. Num desentendimento entre os representantes das organizadas, Gilberto teria sido espancado a pauladas e levado ao hospital quando encontrado. O professor até ficou internado alguns dias, mas com traumatismo craniano, veio a falecer.

Um dos réus, Raimundo César Faustino, conhecido como Capá, cujo teve a maior pena entre os três atores, era vereador pelo PT na época. Capá foi conduzido ao Presídio de Franco da Rocha e detido. No ano anterior ao do caso, o réu foi acusado de ter se envolvido numa briga durante um jogo entre Corinthians e Vasco, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

A sentença que foi lida pelo Juiz Rafael Carvalho de Sá Roriz, no Fórum de Franco da Rocha, em São Paulo, relata a conclusão do caso, atualmente. O julgamento dos réus iniciou por volta das 10h30 (de Brasília) da quarta-feira e se estendeu durante toda a madrugada.