Torcedor com tatuagem nazista é identificado e depõe

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André Lucas prestou depoimento sobre sua tatuagem nazista junto de sua mãe e advogados.
André Lucas prestou depoimento sobre sua tatuagem nazista junto de sua mãe e advogados. Foto: (Reprodução/Redes Sociais)

Prestou depoimento nesta quarta-feira, em Manaus, o torcedor do São Raimundo flagrado com uma tatuagem que faz referência ao partido nazista no último domingo em um duelo da Série D. André Lucas Freitas de Souza, de 31 anos, profissional de TI, se dirigiu ao departamento de polícia junto de sua mãe e advogados.

De acordo com o delegado da Polícia Civil do Amazonas, Ivo Martins, o homem tem colaborado com a investigação realizada: "Tivemos uma conversa aberta com a presença da genitora dele, inclusive os advogados. Ele falou a versão dele. Disse que não tinha a intenção, quando tatuou a cerca de 10 anos atrás, de promover nenhum tipo de incitação, induzimento à essa prática nazista como foi amplamente divulgado. A gente está apurando. Ele está com uma atitude bastante colaborativa. Inclusive já nos entregou o celular dele, o computador também vai ser arrecadado. Então a gente vai chegar todas as informações de maneira técnica. Não fazer nada de maneira açodada (apressado) para que possa ser assegurado a ele toda a defesa pertinente. Em seguida ele vai ser ouvido formalmente na presença do advogado dele".

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Flagrado no último domingo no Estádio Ismael Benigno com uma tatuagem de águia nas costas, escolhida pelo partido nazista como símbolo de poder, força, autoridade e vitória, André Lucas será banido de toda e qualquer instalação do São Raimundo, de acordo com nota divulgada pelo clube antes mesmo de sua identificação: "O São Raimundo Esporte Clube vem a público, repudiar a atitude deste indivíduo em que nada representa a história do clube do povo. O São Raimundo condena veementemente toda e qualquer manifestação favorável àquilo que foi uma das maiores máculas da história mundial! Este indivíduo, uma vez identificado, não mais adentrará as dependências do estádio em dias de jogos do Tufão".

A lei que trata da apologia ao nazismo é a de número 7.716/1989, onde diz que é considerado crime: "- Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime foi cometido em publicações ou meios de comunicação social.

- Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa".

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