Tóquio-20: Fuso vai tornar um pesadelo assistir os Jogos pela TV?

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Mascote da Olimpíada de Tóquio-2020 Miraitowa (Alessandro Di Ciommo/NurPhoto via Getty Images)
Mascote da Olimpíada de Tóquio-2020 Miraitowa (Alessandro Di Ciommo/NurPhoto via Getty Images)

A próxima edição da Olimpíada, no ano que vem, acontece em Tóquio, no Japão, o que já causa preocupação nos fanáticos por esportes e também nos departamentos comerciais das emissoras que transmitirão, ou planejam exibir, os Jogos Olímpicos.

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Mas, afinal de contas, o fuso horário invertido das competições tornará, de fato, um pesadelo acompanhar a Olimpíada do ocidente em geral, e do Brasil em particular?

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Não. O grosso dos esportes que geram mais interesse ao público brasileiro, como é o caso do futebol, vôlei, atletismo, ginástica e natação, foram estrategicamente alocados em horários que correspondem, no ocidente, ao finalzinho das noites e/ou início das madrugadas (entre 21h e 1h30), ou no comecinho até o final das manhãs (entre 5h e 12h30h), segundo a mais recente planilha de horários da Olimpíada.

Coincidência? Não. Na verdade, obra da confluência de um conjunto de fatores.

Primeiro, o Comitê Olímpico Internacional leva em consideração as necessidades de seus parceiros comerciais, como por exemplo a emissora norte-americana NBC, dando maior ou menor importância às suas opiniões ao montar a grade de horário dependendo do montante de dinheiro investido e/ou a longevidade do contrato, segundo o blog apurou com quem já fez esse tipo de negociação junto ao COI.

Se forem levados em consideração os dois critérios, o Grupo Globo é, hoje, um dos cinco principais parceiros internacionais de transmissões esportivas do COI. A Globo é a detentora dos direitos de transmissão para o Brasil, e repassou os direitos para a rede de TV por assinatura BandSports até o momento.

Segundo, as modalidades mais populares nas Américas não necessariamente são os esportes mais populares no resto do mundo, e o COI tem noção de sua representantividade internacional. Ele geralmente busca espalhar suas atrações em horários que, dentro do possível, agradem à maioria dos seus países-membros.

Claro, no caso dos esportes coletivos, onde se trabalha com três horários, o segundo deles bem no meio da madrugada há a dependência dos sorteios. Se, digamos, a seleção de vôlei for enfrentar o Japão, a tendência será o COI privilegiar o país-sede, mesmo que seja o horário entre 2h30 e 6h. Mas se o Brasil for pegar, por exemplo, uma Holanda, no futebol, é quase certo que o jogo será exibidio em um horário que agradará mais ao público brasileiro (à princípio, o futebol será disputados no horário entre 5h e 21h30). A flexibilidade também fica menor à medida que a competição vai se afunilando, mas ainda assim o horário é palatável.

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