Toque de bola x erros coletivos e individuais: os desafios de Fernando Diniz para ajustar a defesa do Vasco

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Na campanha do Vasco na Série B, a defesa tem deixado a desejar com diversos erros coletivos e individuais. Com um estilo de jogo de toque de bola desde a saída do goleiro, Fernando Diniz terá o desafio de se adaptar dentro das opções que tem no elenco cruz-maltino. Deslizes na saída de bola e desorganização defensiva marcaram até o momento o desempenho do clube em sua quarta passagem pela segunda divisão.


Na carreira, Diniz comandou equipes como Athletico-PR, Fluminense, São Paulo e Santos. Nelas, ele sempre apostou em times que se movimentem bastante para abrir espaços. O toque de bola é um aspecto importante desde a defesa para encontrar a melhor opção de passe no meio de campo e construir. No entanto, para implantar tal estilo demanda tempo, algo que o Gigante da Colina não tem a seu favor.

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A perda de bola na defesa gerando contra-ataques, muitas das vezes, letais, foi protagonista na passagem de Lisca pelo Vasco. Um exemplo disso foi o erro do goleiro Vanderlei ao sair com a bola nos pés diante do Brasil de Pelotas. O jogo estava empatado sem gols, e o jogador errou feio, entregando a bola no pé do adversário.

Essa característica já atrapalhou o experiente arqueiro em outros momentos da carreira. No Santos, na época de Jorge Sampaoli, ele perdeu espaço justamente por não ter qualidade nesse fundamento. Diante do Remo, o goleiro saiu errado e por pouco não foi encoberto pelo quique da bola. A opção foi utilizar as mãos fora da área e conscientemente ser expulso. Esses erros tem feito com que o atleta apresente uma certa insegurança nas últimas atuações.

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No jogo contra o Londrina, os medalhistas olímpicos Lucão e Ricardo Graça erraram e o time sofreu a virada em São Januário. O zagueiro perdeu o domínio da bola, se atrapalhou, e fez pênalti no fim do jogo. Diante do Avaí, o primeiro gol saiu de uma perda da posse de bola do meia Marquinhos Gabriel, que gerou o contra-ataque rápido do Leão de Santa Catarina.

A grande incógnita do trabalho de Fernando Diniz no Vasco é justamente o sistema defensivo. Na frente, a tendência é que ele aplique o futebol de toque de bola característico, com muita movimentação. A defesa, porém, é o mapa da mina para o time saltar na tabela. Durante a campanha, ela tem ficado exposta e demonstrado fragilidade.

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Outro ponto que o novo comandante gosta de cobrar é a intensidade sem a bola, algo que tem faltado no time. A melhor sequência do Cruz-Maltino nesta Série B foi com um estilo mais reativo, forçando o erro do adversário no pós-perda. O futebol propositivo, voltado a um jogo mais posicional não surtiu efeito com Cabo e Lisca, se transformando em uma posse de bola improdutiva.

Além dos erros individuais citados nos parágrafos acima, a defesa tem sofrido muitos gols em jogadas de bola aérea. A falta de concentração e deslizes no posicionamento, tem gerado erros coletivos. O time tem deixado espaços, que tem sido bem explorados pelos adversários, muita das vezes, por pouco combate também no setor de meio-campo.

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Restam quinze rodadas e a diferença para o quarto colocado (CRB) é de oito pontos. A era Fernando Diniz, que terá início neste domingo, é cercada de expectativa, mas também de dúvidas. Sem tempo, o técnico terá um grande desafio na carreira, recolocar um gigante de volta à elite do futebol brasileiro e mostrar que seu pensamento tem variações táticas e de estilo de jogo.

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