Top 10 dos maiores erros de Pássaro no São Paulo

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Pássaro deixou um bom ou um mau legal como dirigente do Tricolor? (Rubens Chiri/São Paulo)

Alexandre Pássaro assegurou nesta quinta-feira que o São Paulo tinha condições de bancar o salário de R$ 1,5 milhão por mês de Daniel Alves. Não o fez, de acordo com o ex-gerente de futebol tricolor, porque pagou caro na contratação de Orejuela, no início do ano - a entrevista foi dada à Espn.

Mas não admitir que os valores prometidos a Daniel Alves foram um enorme equívoco está bem longe de ser a única falha de Pássaro em sua passagem no Morumbi. O Blog criou um top 10 das maiores mancadas cometidas pelo dirigente, em parceria com Raí e o antigo presidente, Leco.

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A primeira, sem dúvida, é Daniel Alves. Tanto que Pássaro e cia saem do clube deixando uma dívida de R$ 12 milhões com o lateral. A outras colegas jornalistas, Pássaro garantiu que o São Paulo tinha parceiros que ajudariam no pagamento dos vencimentos. Só que os tais parceiros nunca apareceram, o lateral rescindiu recentemente seu contrato e vai ter direito a R$ 25 milhões nos próximos cinco anos.

Pássaro também esteve na contratação mais cara da história do São Paulo. Sabe quem? Pablo, um dos atletas mais detestados do torcedor, em operação que já ultrapassou os R$ 30 milhões. Não bastasse as cifras e o contrato ainda foi curto - termina em dezembro de 2022 e ele deve sair de graça. Para completar, o ex-gerente criou um bônus de 300 mil euros para o Pablo caso ele ultrapasse 36 jogos numa temporada. Nesta, já tem 35.

Tiago Volpi é outro com a impressão digital de Pássaro. O goleiro foi comprado por R$ 20 milhões junto ao Querétaro, só que os antigos dirigentes não pagaram metade do valor, o clube mexicano ameaçou ir à Fifa e as cifras ficaram ainda maiores. Detalhe: o goleiro, que inspira zero confiança, está entre os mais bem pagos do elenco.

Raniel já tinha se metido em uma série de problemas quando foi comprado pelo São Paulo por Pássaro, Raí e Leco. Sem dinheiro, os dirigentes recorreram a um empréstimo de R$ 13 milhões junto ao empresário André Cury para fechar o negócio, que obviamente não deu certo. E o que estava ruim ficou pior: Raniel foi envolvido em uma troca que levou ao Morumbi Vitor Bueno, outro que nunca engrenou. E a dívida com André Cury, hoje, já está na casa dos R$ 30 milhões.

A compra de Jucilei é outra que causou prejuízo milionário. Adquirido do Shandong Luneng, o volante assinou um contrato de quatro anos com vencimentos mensais de R$ 750 mil. Acabou dispensado em 2020, em uma rescisão que ainda custa R$ 12,7 milhões - o parcelamento foi feito em quatro anos.

Pensa que acabou? Que nada! Hernanes também veio da China, comprado por R$ 13 milhões, e com salários superiores a R$ 1 milhão por mês. Não rendeu, chegou a um acordo recentemente e é outro que vai continuar na folha de pagamento do Tricolor por muitos anos.

O que dizer então de Trellez, centroavante que aos 28 anos só tinha 42 gols na carreira e custou R$ 6 milhões junto ao Vitória? Pássaro ainda incluiu uma cláusula que deve garantir ao time baiano mais R$ 2 milhões nos próximos meses. É que, se não fosse vendido durante o tempo de contrato, o colombiano custaria mais essa quantia ao Tricolor.

O São Paulo de Pássaro e Raí também fechou com Everton Felipe por R$ 6 milhões - R$ 3 milhões pelo empréstimo e mais R$ 3 milhões pela aquisição definitiva. No clube, o atacante só esteve em campo 20 vezes, a maior parte delas como reserva, e sem qualquer gol.

Teve ainda Jean, goleiro adquirido do Bahia por R$ 6 milhões, e que não joga mais pelo São Paulo depois de agredir a esposa, durante uma viagem de férias em família. 

Isso sem falar em Diego Souza, Nenê, Calazans, Carneiro...

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