Todos os méritos para a Ponte Preta, mas eliminação do Palmeiras é grave

Fernando Graziani
Roger Guedes. Palmeiras e Ponte Preta em jogo de volta valido pela semi-final do campeonato Paulista 2017, no Allianz Parque, zona oeste da capital. (Gazeta Press)

Favorito destacado para ficar com o título do Paulistão, o Palmeiras sucumbiu diante do ótimo sistema defensivo da Ponte Preta nas semifinais. A equipe de Campinas, no primeiro jogo, fez três gols no primeiro tempo e depois travou as ações ofensivas do adversário com muita organização e empenho. No segundo jogo, com uma proposta tática de apenas impedir o Palmeiras de chegar perto da meta de Aranha, a Ponte foi pressionada, mas se manteve fria e competente para sofrer apenas um gol, suficiente para garantir passagem para a final.

Ao Palmeiras, a reflexão é fundamental. A eliminação é grave, em que pese a Ponte Preta ter merecido sem qualquer contestação. O investimento é alto demais. Muitos jogadores não renderam nas semifinais o que deles se esperava. Reside ai o principal fator da eliminação da equipe, mais do que as eventuais falhas na construção de estratégia do técnico Eduardo Baptista.

O Campeonato Paulista, assim como outros estaduais espalhados pelo Brasil, têm importância limitada e não serve como parâmetro nem positivo e nem negativo para o futuro na temporada, mas o desempenho nas partidas serve demais. Assim, nos 180 minutos das semifinais, além dos acréscimos, o Palmeiras foi inferior no aspecto de luta e entrega – notadamente no primeiro confronto – e na capacidade criativa para superar um adversário bem postado, com bons valores técnicos, mas com uma folha salarial muito menor.