TJD-SP determina julgamento de Fagner e Cueva para terça-feira

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SP) voltou atrás após certa pressão exercida sobre o seu presidente, Antonio Olim, e vai julgar, a pedido da Procuradoria da entidade, o caso envolvendo as agressões mútuas entre o lateral direito Fagner, do Corinthians, e o meia Cueva, do São Paulo, na próxima terça-feira, dia 2 de maio, às 17h (de Brasília), entre as duas decisões do Campeonato Paulista. Eles foram denunciado no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJF), por “ato hostil”, com punição possível de 1 a 3 jogos.

Com os duelos entre o Alvinegro e a Ponte Preta marcados para os dois próximos domingos, nos dias 30 de abril, em Campinas, no Moisés Lucarelli, e 7 de maio, no estádio de Itaquera, o defensor pode perder o segundo jogo caso seja punido pela agressão desferida sobre o adversário durante a disputa da semifinal do Estadual, no domingo, quando o Timão empatou por 1 a 1 com o Tricolor e selou sua passagem à final.

Apesar da inclusão do são-paulino no caso na reunião extraordinária do órgão, que normalmente só realiza suas sessões às segundas-feiras e não o faria na próxima semana devido ao feriado de 1º de maio, o único que pode ser prejudicado ainda nesta edição é Fagner. Já eliminado do torneio, Cueva cumpriria sua pena somente em uma outra competição organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF), justamente o Paulistão de 2018.

Ainda assim, há uma real possibilidade de Fagner ser punido e jogar o segundo jogo sem problemas. Como os julgamentos são realizados em uma comissão disciplinar inicial (2ª Comissão, neste caso) e depois levados ao Pleno mediante a recurso do réu, neste caso Fagner e Corinthians, o Alvinegro pode pedir um “efeito suspensivo” até que seja realizado o segundo julgamento, algo que dificilmente aconteceria antes da segunda decisão.

Fagner, porém, pode perder a sua condição de jogo dentro de campo. Pendurado com dois cartões amarelos, ele teria de cumprir suspensão automática na finalíssima caso fosse advertido na primeira final. Além dele, outros sete titulares do técnico Fábio Carille (Guilherme Arana, Gabriel, Maycon, Jadson, Rodriguinho, Romero e Jô) também acumulam dois amarelos na competição.