Tite valoriza longevidade de Tabárez e força uruguaia em casa

Técnico da Seleção Brasileira há pouco mais de um semestre, Tite enfrentará um colega que tem 11 anos de experiência no comando do Uruguai, nesta quinta-feira, no Centenário. O sucessor de Dunga valorizou bastante o trabalho de Óscar Tabárez na véspera da partida entre o primeiro e o segundo colocados das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.

“Não conheço nenhum técnico do mundo mais longevo do que ele”, disse Tite, que abriu um sorriso e falou em “titebilidade” por causa do adjetivo que escolheu para enaltecer o trabalho de Tabárez. “Existe ‘longevo’? Disse certo? Aê!”, comemorou, com os braços erguidos.

Tite ainda lembrou que, em mais de uma década, Óscar Tabárez conseguiu recolocar o Uruguai em evidência no futebol mundial, com o quarto lugar na Copa do Mundo de 2010 e a conquista da Copa América de 2011. “Ele alcançou isso também com a qualidade dos seus atletas, que são a essência do futebol”, observou.

Tabárez tem se saído novamente bem nas Eliminatórias. O Uruguai tem 23 pontos ganhos, atrás apenas do Brasil (27), fazendo uma campanha que desperta respeito em Tite. “Eles venceram os seus seis jogos em casa. Desses, começaram vencendo cinco no primeiro tempo, com exceção da partida contra o Peru. Eles imprimem um ritmo forte em casa, sim, com característica de jogo vertical, fazendo muitos gols”, advertiu, sem se importar com o estilo geralmente aguerrido do futebol uruguaio. “Existe marcação forte em todos os jogos das Eliminatórias, e não só aqui. O futebol permite essa situação”, minimizou.

O que Tite também não leva em consideração é um histórico negativo da carreira de Tabárez. O uruguaio jamais conquistou uma vitória sobre a Seleção Brasileira. “Como dado estatístico, talvez seja algo interessante, mas os aspectos de conhecimento da equipe pesam mais. Esse outro dado serve como uma informação que o público gosta de ouvir, mas não é significativo para a performance”, ponderou o ex-corintiano.

Por fim, Tite ainda achou graça ao comentar pela última vez sobre a longevidade de Tabárez. “Eu? Por 11 anos? Não vou chegar a isso nunca, em lugar algum”, gargalhou o técnico do Brasil.