Tite não se anima em ser líder do ranking da Fifa: “Não estou nem aí”

O técnico Tite não se anima com a possibilidade de recolocar a Seleção Brasileira na liderança do ranking da Fifa após quase sete anos. Segundo o comandante, a seu foco está todo voltado para a obtenção de uma vaga na Copa do Mundo de 2018, objetivo que ficará muito bem encaminhado em caso de vitória sobre o Uruguai nesta quinta-feira, em Montevidéu.

“O que menos levo em consideração é ser primeiro do ranking. Não estou nem aí. Quero preparar a minha equipe para que jogue bem, que proporcione um grande espetáculo”, priorizou Tite, na noite desta quarta-feira, após comandar um treinamento no Estádio Centenário, local do jogo do dia seguinte.

O Brasil atualmente é o segundo colocado do ranking da Fifa, com 1.534 pontos, contra 1.644 da líder da Argentina – a Alemanha, algoz das duas seleções na Copa do Mundo de 2014, tem 1.443, na terceira posição. Em caso de vitórias sobre o Uruguai e o Paraguai, adversário de terça-feira, em Itaquera, o time de Tite assumirá o topo da lista.

Para o treinador, no entanto, a grande recompensa desses seis pontos seria deixar o Brasil praticamente classificado para o Mundial da Rússia. “Quando a meta está próxima, a ansiedade é grande. Tenho que administrar isso tudo”, sorriu Tite, lamentando o fato de ter pouco contato com os seus convocados. “Preciso administrar também esse lado de não ser técnico de clube, de não estar com eles no dia a dia.”

Apesar do pouco tempo para trabalhar com os jogadores, Tite conseguiu resgatar o prestígio da Seleção Brasileira, como evidencia a ascensão no ranking da Fifa. Foram seis vitórias consecutivas nas Eliminatórias, sobre Equador (3 a 0), Colômbia (2 a 1), Bolívia (5 a 0), Venezuela (2 a 0), Argentina (3 a 0) e Peru (2 a 0), deixando no passado as críticas dos tempos de Dunga.

Tite continua modesto quando ouve elogios ao rendimento brasileiro. “Não vou trazer para mim uma coisa que não é minha. É parte minha, mas existe o contexto todo, o que já vinha sendo executado antes”, repartiu, rejeitando também apontar destaques no seu plantel. “Não temos uma equipe titular. Existem atletas de alto nível, todos em condição de brigar por espaço. O nível de exigência é lá em cima. A equipe é forte, e não as individualidades. É por isso que estamos fazendo essa campanha”, discursou.

Em descrédito desde a vexatória goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha na Copa que sediou, o Brasil liderou o ranking da Fifa pela última vez em maio de 2010, antes do Mundial da África do Sul. Em junho de 2013, amargou a sua pior colocação na relação da entidade que comanda o futebol, uma 22ª posição.

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