Tite resiste à 'pressão' e evita confirmar time titular da Seleção: 'Não dar ao adversário'


Tudo indica que a Seleção Brasileira terá Vini Jr como titular diante da Sérvia, na estreia pela Copa do Mundo do Qatar, mas isso não será dito por Tite antes de a escalação ser divulgada momentos antes da partida desta quinta-feira, às 16h (de Brasília). O treinador resistiu à "pressão" dos jornalistas e evitou revelar os 11 iniciais do Brasil rumo ao hexa.


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Em entrevista coletiva oficial pré-jogo na manhã desta quarta, diretamente do centro de mídia do Qatar, Tite foi bombardeado com perguntas sobre quem estará em campo para enfrentar os sérvios. Mas de nada adiantou, pois o treinador seguiu fiel aos seus ideais.

- A equipe eu não vou definir por uma questão própria de não dar ao adversário a oportunidade ao adversário de saber se joga com um ou com outro, de saber se vai ter um jogador mais agressivo, ou de movimentação. Enfim, as variações que vocês sabem e eu não vou colocar - declarou Adenor.

Tite também disse que se dependesse somente dele, teria soltado a escalação para a imprensa, mas foi convencido por seus auxiliares a manter o mistério. Um deles, Cléber Xavier, estava presente na coletiva e explicou que a comissão trabalha com dois modelos.

- Todo mundo acompanha todo mundo, temos dois modelos, mas a gente trabalha muito com ajustes estratégicos táticos. E o tempo curto de trabalhar antes de cada jogo aproveitamos com treinos bem didáticos. Em Turim trabalhamos os conceitos gerais para todos os atletas, reforçando nossas ideias e a partir da chegada aqui, em cima dos defeitos e qualidades em cima da Sérvia. Temos possibilidade de mudanças, além de clima, tem ajustes e mudanças. Estamos seguros e tranquilos para levar campo.

Tite e Thiago Silva - Coletiva Copa do Mundo Qatar
Tite e Thiago Silva - Coletiva Copa do Mundo Qatar

Tite falou ao lado do capitão Thiago Silva (Foto: Nelson Almeida/AFP)

Apesar de Tite e seus auxiliares não divulgarem o time titular para enfrentar a Sérvia, a Seleção deve ir a campo com: Alisson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro, Lucas Paquetá e Neymar; Raphinha, Vini Jr e Richarlison. O Brasil ainda faz seu último treino nesta tarde, às 12h (de Brasília), para encerrar a preparação para a estreia.

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Confira outras respostas da coletiva de Tite e Cléber Xavier:

Ter mais um ciclo de Copa após perder a anterior

É uma quebra de paradigma, o Brasil tem uma tradição forte, o gosto pelo futebol, a paixão pelo futebol. Tenho consciência exata. Me dá paz para fazer um trabalho de início, meio e fim e uma chance maior de sucesso, pois o anterior foi de recuperação. Talvez tenha sido privilegiado, em lugar que outros técnicos poderiam estar. Recebi uma mensagem do Abel (Braga), um campeão do mundo que poderia estar aqui, Paulo Autouri também, outro campeão do mundo. Quis o destino eu estar aqui.

Opções ofensivas e esquema adaptado aos jogadores

Eu faço escolhas, agrado a uns e outros não. Isto é da escolha e da função do técnico, mas os atletas do meio para frente se escolheram, também. Em cada clube eles estão com protagonismo e qualidade excepcionais. E fazer este ajuste, com uma equipe equilibrada, que é a ideia. É a equipe que tem percentual de gols altíssimo, que não tomou gols em 22 dos 29 jogos em Eliminatórias. Não acredito em encher de atacantes nem de encher de defensor. Eu entendo que o ponto de equilíbrio está no meio-campo, nas movimentações. E aí, sim, ter uma equipe equilibrada.

Qualidades da Sérvia, adversário da estreia (resposta de Cléber Xavier)


Nosso primeiro adversário vem de um grande trabalho recente, com bons jogos, jogadores importantes, alguns em recuperação, acredito que todos estejam em condições. Estudamos bastante a Sérvia, nossos observadores o Lucas (Oliveira) e o Ricardo (Gomes) acompanharam de perto, passamos tudo aos atletas, sabemos como enfrentá-los. Mas é dentro de campo que se resolve, para tirar proveito do que temos de melhor, o que a Sérvia não tem de melhor e cuidado com as características ofensivas.

Componente físico na disputa da Copa do Mundo do Qatar e as substituições

De três em três dias o desgaste é muito grande. Isto não tira de treino nem de jogo, mas a colocar de que o médico falar que ele está propenso a uma lesão, com índices de fadiga extremo. Então há também o aspecto físico a considerar.

Tenho um pouquinho da experiência no "mundo árabe", passei aqui duas vezes e tenho gratidão. O clima aqui tem interferência, as cinco substituições dão chance de alternância no ritmo de jogo. Ela é considerável em termos de estratégia, sim.