Tite exalta etapa inicial da Seleção contra o Peru e superação da equipe diante da maratona da Copa América

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O técnico Tite enalteceu a maneira como a Seleção Brasileira se impôs na vitória por 1 a 0 sobre o Peru, nesta segunda-feira, em jogo válido pelas semifinais da Copa América. Em entrevista coletiva após o duelo no Nilton Santos, o comandante destacou a superação da equipe canarinha após o confronto desafiador contra o Chile dias antes.

- É uma equipe jogou que, em menos de 72 horas, jogou 45 minutos com um jogador a menos, com desgaste físico e mental muito forte. A retomada de um padrão normal é muito difícil. Os trabalhos que executamos para o jogo também foram muito cuidadosos, e eu estou falando em aspectos físicos, também no aspecto alimentar, na fisioterapia. O estafe de trabalho deu a melhor condição possível de recuperação, mas ela não foi ideal, porque jogamos com um a menos. Traduzindo em números, a equipe jogou um jogo de futebol e mais 30% de um jogo no último jogo. Ela teve 72 horas para se recuperar, e não há tempo hábil. Por que estou falando isso? Porque fez um grande primeiro tempo, poderia ter traduzido em gols, não fez, e com o passar do tempo a capacidade de enfrentamento, mobilidade se perdeu aos poucos - e emendou:

- Ficam meus parabéns ao Paquetá, mas também a toda a equipe, que fez um grande trabalho para que nós tivéssemos o desempenho que teve. O Brasil mereceu. Poderia ter feito um placar melhor, poderia ter traduzido em gols no primeiro tempo, mas não fez - completou.

O treinador ainda falou sobre a oscilação da equipe canarinha em campo.

- O jogo é feito de etapas. Você não passa 90 minutos sendo dominador, tendo domínio e controle, que são situações diferentes. Domínio você fica com a bola e cria oportunidades; controle é você não dar ao adversário oportunidades. Feito essa relação, você não fica os 90 minutos. Na maior parte do jogo, você busca isso - declarou.

Aos seus olhos, Ricardo Gareca teve o mérito de mudar a equipe peruana.

- Ele mudou, fez um 5-4-1 no primeiro tempo, depois fez um 4-4-2 no segundo tempo. Então também trouxe situações e apostou talvez em uma situação e desgaste nosso. O jogo estava vivo enquanto não fizéssemos o segundo gol. Essa foi a proposta nossa. Vai buscar o segundo gol, para não ficar um jogo perigoso e nervoso. Não só física, mas mental também - e destacou:

- Há um desgaste mental muito grande. O (técnico do Uruguai, Óscar) Tabárez coloca de uma maneira muito inteligente, professoral. Ele disse que nesses jogos a gente faz uma maratona mental, e eu acho que ele conseguiu traduzir bastante o que são as pressões e os trabalhos dos jogadores e das comissões técnicas - completou.

O Brasil volta a campo neste sábado, contra a Argentina ou a Colômbia, para a final da Copa América.

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