Tironi analisa final da Libertadores: 'O Palmeiras é mais sólido, enquanto o Santos é mais inventivo'

Vinícius Faustini
·3 minuto de leitura


A confiança de que Palmeiras e Santos farão uma final de Copa Libertadores digna de honrar suas respectivas tradições marca Eduardo Tironi às vésperas do grande jogo no Maracanã. Convidado do "De Casa Com o LANCE!" nesta segunda-feira, o jornalista avaliou o fato da decisão acontecer com duas equipes que mudaram de planejamento no decorrer da temporada de 2020.


- Isto derruba teses consideradas "imutáveis" e prova que é possível corrigir rotas. O Palmeiras teve um grande acerto ao corrigir seu rumo, mesmo sendo campeão paulista. O Santos, mesmo com problemas foras de campo se acertou com Cuca - e, em seguida, frisou:

- Na verdade, nesta temporada não tem receita. Há uma pandemia, muitos clubes foram prejudicados por conta da Covid-19. A temporada está meio aleatório. Chegaram à final os times que mereceram, que fizeram por onde, mas para este ano não teve "receita" de campeão - completou.

Tironi avaliou como o Verdão galgou os degraus até a decisão da competição continental.

- O Cebola (Andrey Lopes, técnico interino) e o Abel Ferreira souberam trabalhar melhor o Palmeiras. É uma equipe com boas peças defensivas, tem certamente o melhor goleiro do Brasil e também jogadores muito velozes no ataque, como Luiz Adriano, que é de nível europeu, Willian, (Gustavo) Scarpa. Os bons momentos sempre aconteceram quando o time conseguiu atrair o adversário e explorar a velocidade - disse.

O Santos, por sua vez, foi destacado pela maneira com a qual superou seus problemas.

- O Santos tinha a receita completa para dar errado. Imaginava-se antes que o Santos ia brigar para não cair. Não podia contratar, usou e abusou da sua base. Acho que é mérito de uma base muito forte e é uma questão do Santos que contraria historicamente tudo. O Cuca vinha de um trabalho abaixo da média no São Paulo e conseguiu montar um ótimo time - e falou sobre alguns jogadores do Peixe:

- Kaio Jorge mas é um jogador muito interessante, pois é um centroavante que não fica parado, se movimenta. Isso funciona bem em um time veloz. O Soteldo é um driblador muito forte, mas ia se encaixar em outro time? O Marinho não funcionou no Grêmio. São realidades que talvez só o Santos consiga proporcionar - completou.


O jornalista falou sobre o que esperar da final decidida em jogo único.

- Será um jogo de menos erros do que de apostar. Aí o Palmeiras leva alguma vantagem porque é mais sólido. O time do Santos é mais inventivo, se arrisca mais, sai mais para o jogo, é veloz. O Palmeiras sabe ser mais conservador, embora seja muito bom, não estou dando nenhum juízo de valor. O jogo do Santos sai quando se arrisca. O Palmeiras é capaz de controlar o adversário, dá uma estocada certa, por isso tem até uma pequena vantagem na final - afirmou.


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